quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Namoro: você só sabe como é...

Quando você é criança uma das coisas que reina na cabeça é brincar. Video-game, futebol, coca-cola e essas coisas. Mas como ninguém fica criança para sempre. A vida se encarrega de colocar outras prioridades em nossas vidas, além de responsabilidades. É caro leitor, os dias passam e quando você menos espera, já se encontra na faixa dos "20 e poucos anos".

Sempre encarei relacionamentos como algo sério, bonito e chato. Muito chato. Eu explico: quantos relatos de pessoas infiéis, namoros que começaram lindo, quase poéticos e terminaram de forma trágica ou triste? Pois é, não foram poucos. O negócio está tão "pra frente" que já existem três sites especializados em traição. Sem qualquer remorso ou vergonha você pode colocar sua melhor foto no site, elencar suas preferências, inclusive sexuais, e marcar vários encontros num único dia. Tudo isso de graça. Se não bastasse as rede sociais, aí vem isso.

Não quero aqui dizer que não existe o amor. Aquela palavrinha que move montanhas, enriquece o bolso de cantores(a) de todo o mundo e também é sinônimo de casos passionais dignos de seriados policiais televisivos. O amor e o ódio são co-irmãos. Nesse ínterim há outros sentimentos que permeiam cada um deles como a raiva, o ciúmes e por aí vai. Jovens de 12, 13 anos já manifestam esse sentimento logo na infância pela professora substituta, pela amiguinha de classe.

O que ocorre é que os solteiros sempre buscam alguém para chamar de "meu" e os casais buscam o tal amor todos os dias numa relação. Isso é cíclico. Todos os dias, 24 horas por dia sete dias na semana. É ou não é algo trabalhoso conciliar isso aos afazeres, trabalhos e tudo o mais?
Procurar alguém para ficar ao seu lado não é como escolher um bom vinho. Com o tempo o vinho fica cada vez melhor já numa relação os dois tendem a ficarem desgastados, brigas costumam serem frequentes e o mesmo entusiasmo de antigamente não fica nítido nos olhos.
Meus pais são um exemplo disso. Há mais de 25 anos juntos, eles continuam dormindo na mesma cama, olhando um para o olho do outro, se respeitando, mas aquele romance do passado digno de uma trilha sonora de um bom bolero nem de longe se nota. Enfim, é o tempo que teima em pesar sobre nossas expressões faciais, sobre nossa saúde, beleza, disposição e mais cedo ou tarde...

Portanto, ninguém é tão forte o bastante de viver 50 anos sem nunca ter esperado pela pessoa amada e nem fraco o suficiente para viver sem ninguém. Iniciei ha dois meses esse "ciclo". Espero ter encontrado a formulá secreta para a felicidade.

Abraços,
Au revoir.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Manutenção do tempo

O tempo é sem dúvida o senhor da sabedoria. Aos 23 anos completos entendo coisas que antes não me eram claras tais como o valor da amizade, o carinho dos parentes, o sabor das comidas da mamãe e a proteção e amor da família. Prestes a completar três meses em Belém tudo ainda continua branco. Ainda estou prestando atenção na cultura do Estado, no sotaque das pessoas, nos costumes, no jeito de trabalhar e outras coisas. Não que isso seja um grande empecilho, mas vindo tudo de uma vez acaba tornando vários detalhes numa grande bola de neve.

É aqui que eu entendo que as pessoas tem sim seus defeitos, suas incertezas, seus medos, suas desconfianças e que só o tempo pode mudar ou ajudar a entender isso. Independentemente de qualquer lugar que você esteja estamos falando de pessoas, e como cada pessoa é diferente, o meio em que ele vive se molda a vida dele e vice-versa. Eu explico. Meu mundo é diferente, viviam com os pais pra começar, sabia que precisaria de muito esforço, paciência compreensão e “mente aberta” para aceitar as previsíveis mudanças que estariam por vir. Não digo que já superei todas elas, mas, absorvi bastante e continuarei nesse rumo.

A diferença entre turista e do cara que foi a trabalho para outro lugar é visível. O primeiro está automaticamente aberto a novas idéias, novos conhecimentos, pessoas diferentes, costumes...e encara isso de peito aberto. O segundo por sua vez não tem lá na sua lista de prioridades o “peito aberto”. Isso aconteceu comigo. O choque com a cultura local veio por conta do meu “relacionamento” fechado com meu Estado, minha cidade, minha família de origem e aqueles que nos cercam. Na verdade, é comparável a um sentimento de sobrevivência: “primeiro eu, depois os outros”. Eu estava perplexo que as pessoas aqui falavam estranho, que a água da torneira é só 86% tratada(isso só em BELEM na capital), que a criminalidade aqui arrepia e que os governantes são corruptos e coronéis(mandam matar), que tudo é resolvido na bala... enfim, complicadíssimo.

Três meses depois aprendi a respeitar nossas diferenças, mas, mesmo assim com certa “distância”. Eu respeito, mas não compactuo com isso. É como ir pra Nigéria, ver crianças com armas na mão pra lá e pra cá e respeitar (e o medo), mas, não entender por que que tais coisas ocorrem.

Saúde e fé.

Até mais gente.

domingo, 15 de maio de 2011

Um mês em Belém do Pará

"Bacana é ainda me ver aqui no meio do nada, sozinho e longe de todo o mundo"

Mas olha que essa não é a primeira vez que fico sozinho em uma cidade, um Estado desconhecido. Meu primeiro golpe ocorreu em Mato Grosso. O digníssimo sonho de "ser alguém" em terras distantes das quais eu fui criado era um standart de ouro para min. É claro que o que faz um cearense voar ou até mesmo caminhar lá do norte do país até o sul que não a sua busca ao lugar ao sol. Comigo não foi diferente.

Apoiado por um amigo em comum, juntei duas malas, uma sacola com uma blusa, outra com o travesseiro e mais uma com um cobertor e tomei o avião. O interessante era que lá eu não sabia o que me esperava e por isso não era tão assustador. Eu não tinha compromisso com nenhuma empresa, instituição, ninguém. Era meio que uma viagem de férias, longe da família e com data marcada para voltar. Conheci gente no curto período que fiquei lá e só voltei por que reconheci que não dava mais. Minhas forças haviam se esgotado, não fazia mais sentido minha estadia lá mesmo meu amigo me dizendo pra lutar mais e meus pais podendo mandar mais grana.

O motivo que se fez mais alto foi o sentimento de voltar para casa. O mesmo que estou sentindo agora depois desse tempo todo. Não tem mais a conversa no bar com os amigos. Aquele telefonema rápido e pum, galera toda reunida. Me perguntaram se eu tivesse o convite de sair do meu Estado para trabalhar eu aceitaria. Sempre respondi que sim, mas não sabia as consequências disso. Bom, sim ou não, estou muito feliz, mas sinto a falta de todos que me rodeiam em casa.

Mas, acontece que já se passaram 44 dias foram de casa trabalhando e apesar dos pesares, não sou daqueles que desistem e voltam a trás até por que estou ganhando, e, não ao contrário.

Aquele Abraço.
Até mais.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

O tempo e eu

Não sei por que mas me deu uma vontade de contar minha história por aqui. Para aqueles que não sabem ainda, me conhecerem melhor, e, para aqueles que nem nunca ouviram falar saberem.
Nascido em Araraquara, me mudei ainda pequeno para Mirandópolis, cidade do interior de São Paulo que na época tinha pouco mais de 11 mil habitantes. Ótimo lugar para começar a vida. Aliás, à época em todo o país era, guardadas a devidas proporções, boa para se viver. Eram os anos noventa, a cidade era mantida a troque de cana-de-açucar, nós tinhamos uma casa que ficava num condomínio fechado. Bons vizinhos, boas lembranças, bons tempos.

Só que como tudo na vida não é para sempre, depois de seis ou oito(não lembro) anos lá tivemos que mudar de casa por conto do trabalho do meu pai motivo pelo qual saimos de Araraquara, por sinal. Nos dirigimos para Valparaíso a 20 quilômetros de Mirandópolis. Por mais que a mudança tenha sido benéfica profissionalmente para o meu pai. Pra família foi um martírio. Tive crises de choro, claro, era jovem, criança ainda. Lembro que perdi uns papéis que guardava do tempo de escola no qual guardava não só os nomes mas as carteiras que meus amigos sentavam em sala-de-aula(eu colei uma folha A4 numa cartolina e escrevi a caneta os nomes deles), raras fotografias com amiguinhos da escola e entre outras.

Outrossim, como o show não pode parar, eu continuei firme e forte. Já estava entrando na juventude, meninão, saindo aos poucos da barra da saia dos país, minha vontade de dirigir era grande. Pegava o carro escondido, dava carona para as meninas até a escola de ensino estilo Fisk, CCAA. Sim, eu era louco(risos). Mais oito anos e tchau! (abri uma latinha de cerveja)

Novamente os rumos mudaram. A essa hora, o apego aos bens materiais, aos amigos estava chegando ao fim. Sabe aquela coisa de quando você já se acomodou, há um choque e você tem que começar tudo de novo? Pois bem, foi isso o que aconteceu. Doravante, lá iamos nós para Pacabembu, ainda alí beirando o pólo agropecuário de Araçatuba, porém do lado de lá, perto de Andradina. Já na adolescência respirava os agrouros das espinhas no rosto e dos pêlos pubianos crescendo... Novos amigos, novas amigas, novos romances. Descobrindo as tendências do mundo virtual, percebendo o que eu queria para o futuro e como poderia consegui-lo, ou seja, por meio do estudo que aliás sempre esteve presente em minha vida. Estudei nas melhoras escolas nas cidades por onde passei. Desde pequeno inculcaram na minha cabeça que se eu quisesse o melhor pra min, só assim o teria se estudasse. "O conhecimento é a única coisa que as pessoas não podem tirar de você", já dizia meu pai.

Demorei um pouco pra perceber isso, mas, já dava indícios de que isso estava arraigado em min. Sempre pensei no futuro. Era um tanto quanto bagunceiro na escola, popular, gostava de uma farra mas pensava lá na frente, não tinha medo de criar, às vezes, receio, vergonha, mas, nunca medo. Outra coisa interessante que ouvi há pouco tempo é que para ultrapassar ou consertar um problema, um defeito; primeiro é preciso reconhecê-lo e tenho vários deles. Desde os 17 anos estou tentando admiti-los para assim resolvê-los.

Mas voltando ao tempo. Pessoas de todas as classes, idades e credos passaram pelas minhas vistas. Não sei vocês, mas fui e sou louco o bastante para atravessar por passagens e ao final do dia ficar pensando nelas. Coisas do tipo: eu estava em tal lugar, conversei com tal pessoa, comi tal comida, falei isso ou aquilo e ao meu redor estava acontecendo tal fato. Isso tudo contextualizando com minhas noções gerais, geográficas, culturais, etc... Ok, na época eu não sabia que isso poderia se tornar um dia em jornalismo, mas, fui adiante praticando isso. Salvo um trabalho de escola quando estava na quarta séria do ensino fundamental onde a professora pediu pra nós fazermos um jornaleco. Cada um tinha nas mãos um cartaz e nele deveriamos escrever notícias fantasiosas ou não. Fiz o maior deles sob o título: "Notícias Gerais". Como era em grupo, mobilizei uns dez amiguinhos pra montar o folhetim. Foi um barato, outro indício de que contar histórias sobre minha ótica seria no futuro minha fonte de renda.

Acontece que em apenas um ano nesta cidade, minha vida parou. Como minha mãe dizia,"algo estava errado". Este foi o final de um ciclo feliz de aprendizado básico na escola, na vida, em família. A partir de 2005 a volta para a cidade natal de todo o Clã Carvalho marcou o retorno da minha família para o seio dela e o iniciou uma nova etapa. O lado profissional.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

A realidade é uma só

Na casa da gente a visão do jornal é totalmente diferente da de quem vê diante do teleprompter, do preview(visão do video que antecede a televisão) diante da TV. Ora, briguei, discuti e venci contagiando quem ainda não tinha a minha idéia sobre o jornalismo.
Salvo o livro que eu, como ex - REDE GLOBO, entendo perfeitamente. William Bonner sabe o que faz, Ali Kamel entende do que faz e Carlos Henrique Schoreder sabe mais ainda os caminhos do jornalismo. Hey, sou recém-formado(e daí?), passei pelos melhores do jornalismo que são da Globo e sem resalvas falo que ali TEM instrução.
Bom, acredito que todos que lêem meu blog já bateram o olho num livro que é comumente ao que o bendito do jornalista/estagiário de TV encontra no dia a dia. Portanto não preciso apresentação, pois, Globo é Globo em qualquer região do país.
Veja que depois de muito tempo eu finalmente resolvi ler o livro do William Bonner e para tanto retrato ações que fazem muito a diferença. Quem não passou pela GLOBO, quem não viu o trabalho ser desenvolvido no dia a dia, salve sem ERROS não sabe o que é jornalismo fiel. Desculpe aqueles que vêem do impresso, das assessorias e tudo o mais.
Eu como NEGRO tive a felicidade de viver isso e tenho muito a oferecer ao mercado de trabalho. SEI QUE TENHO MUITA INSTRUÇÃO NAS MÃOS E NÃO PARO POR AQUI EM APERFEIÇOAR EM CURSOS E NOVAS EXPERIÊNCIAS.
Prezo muito pelas palavras daqueles que traduzo como grandes jornalistas. Os editores de textos que fecham o jornal durante a semana diferentemente de min(que também fecho o jornal durante a semana) zelam pelo trabalho fiel à notícia, por isso são bem ditos na GLOBO.

Ok, Hoje trabalho na Record, mas é a GLOBO que me qualificou pra um dia pisar na RECORD.

Admito que há muito a ser INSTITUIDO. Na emissora é diferente como no livro do BONNER vou dar exemplos simples e diretos: imaginem um McDonald´s sem direção, sem comprometimento e sem vontade de crescer...essa é mais ou menos a situação, ninguém sabe ao certo o que fazer e aqueles que sabem não o fazem com o mesmo engôdo da concorrência. Vou além, talvez soe como uma ofensa e assim por diante, falta o jeito americano de fazer jornalismo.

Ao invés de ajudar, tal ato só dificultaria. A palavra CENTRAL não é só uma palavra. Não. É uma CENTRAL e por isso todos a respeitam. Antes de se referir à uma pessoa que é comum a todo o mundo no unverso "RECORISTICO", essa CENTRAL deveria sugerir respeito, trabalho e muito mais, muito mais. COPIAR isso tá difícil, no entanto não é impossível.

A fórmula é recíproca. Eu vos explico: existem repórter cinematográficos que querem "rasgar" como também editores e tudo o mais, é só juntar eles ao repórter e "vualá" taí uma das grandes chances de sair do ceticismo e por fim do eterno segundo lugar.

Verdade seja dita, a RECORD só ganha naquilo que a GLOBO não está dentro. Entre ver a mesma matéria na GLOBO ou na RECORD, a minha mãe ainda teima pela GLOBO.

Dinheiro aliado a preguiça, falta de conhecimento, dislexia,... dá nisso...
Alô Record, o momento é esse(já que vocês tem dinheiro, o que falta é ter cabeças pensantes). FATLA DIREÇÃO, CAMINHO.

Gente, direção de fotografia, uma coisa considerada por muitos tão banal GANHA PREMIO DE OSCAR, ou seja, senhores e senhoras, quem tem noções de ENQUADRAMENTO DE IMAGENS tem tudo. Não é só APERTAR O PLAY. Não, tsc tsc tsc. É dar voz as imagens que podem passar perdidas.

Quem leu o livro "JORNAL NACIONAL MODO DE FAZER" sabe do que estou falando. Vi e vejo ainda muitas redações fechadas ao ÓBVIO. Um ex - editor do JORNAL NACIONAL me disse: tudo pode ser aproveitado. Para um ingênuo isso não significaria nada, mas para min isso explica muita coisa. Jornalismo é isso, feeling. Você acompanha passo a passo. Antes "a GLOBO se via por lá". Em 2011 "a GLOBO se liga em você" acompanhando as tendências do twitter, facebook e assim por diante.

Meu amigo, o negócio não é brincadeira, mas dia sim ou dia não as coisas vão mudar e caso você tenha tudo nas mãos. Meus parabéns. Porque daqui pra frente o repórter que não acompanhar tendências, ou seja, os editores que sabem das mudanças serão vistos como peças fora do baralho.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Vivendo os livros de história


Antes que só viajar e notar lindas praias, belezas arquitetônicas e outras iguarias e peculiaridades do país, estou também lembrando aos poucos de história, a nossa história. Lembrei por exemplo que a CABANAGEM foi aqui, período em que marcou a revolta de negros, índios e mestiços contra a elite política e tomaram o poder na então província do Grão-Pará (Brasil).


Entre as causas da revolta encontram-se a extrema pobreza das populações ribeirinhas e a irrelevância política à qual a província foi relegada após a independência do Brasil. Óra, veja a riqueza em estar em outro Estado e também caminhar por lugares e ver construções velhas, antigas, mais do que só o prédio do Mercadão Municipal de Rio Preto é deslumbrante.

Em um ano estive em pontos cardeais do país. Saí do sul pra ir pro centro-oeste do pais e agora estou no norte, quase na beirada do mapa. É muito gratificante poder viver e ver de perto essas coisas que normalmente você só se depara na sua TV de 29". No centro do país, Cuiabá - Mato Grosso notei um povo mais carente e menos feliz. A semelhança deles com os paulistas é o individualismo. Ainda que muitos pensem que a cidade é acolhedoura e tudo o mais. O meu olhar clínico, e por tanto, uma opinião unilateral convergiu aquele povo como "buscando preciosidades" e sendo menos vívidos com as referências de vida. Você nota isso nas classes sociais e nos veículos de comunicação. Hoje, em Belém vejo uma clara e reluzente vontade de viver desse povo que muitas vezes vive de migalhas e mesmo assim vive sorrindo. E não pensem vocês que aqui é só mato e índio.

A cidade é composta por vários prédios, estilo arranha céus. O povão tem grana também, prova disso é que no Ver-o-peso é todo dia abarrotado de pessoas comprando peixe e outros tipos alimentícios comuns da cultura daqui. A cídade é sim cheia de peculiaridades, rica em tradições e costumes que claramente mobilizam milhares de turistas para cá a fim de fotografar e ver de perto. Por isso Belém é Belém.

No hotel internacional onde estou morando por alguns dias até encontrar uma casa vejo por semana 10 pessoas que vem de avião de paises como Canadá, Chile, Argentina, Estados Unidos, Venezuela e os brasileiros também. Uns a trabalho, outros passeando mesmo. Conversei com um médico recém-formado de SOROCABA(que acabou escalando dois amigos de faculdade do interior de SP para acompanhá-lo nessa empreitada) que foi mandado pra Amazônia a fim de levar a medicina àquele povo onde mais precisa. Ele me contou que pega o barco de Belém até o Estado chegando a Manaus. De lá vão mais algumas horas floresta adentro até chegar ao destino que lhes reserva muitas surpresas. Imaginem a loucura. Encontrei uma senhorinha muito simpática que falava com todo o mundo no saguão. Ela também é de Sorocaba e me contou que estava em Belém a passeio. "Eu ganhei essa viagem da TAM numa promoção. EU viajo muito", disse.

Agradeço todos os dias por ter a oportunidade de estar aqui que como diz meu pai: "Nunca fui pra Belém e Mato Grosso", em compensação o homem já foi pra Bahia, Espírito Santo e Rio de Janeiro: Me engana que eu gosto pai!

Abraços
Até mais.

segunda-feira, 14 de março de 2011

A herança jornalística

Eram trinta e cinco e foram diminuindo, parlativamente até sobrarem apenas 13 alunos. Esta certo que muito trocaram a faculdade, outros mudaram de curso. Os que sobraram acreditaram e perseguiram o bendito do jornalismo. Muitos dizem que essa profissão é um sacerdócio por que você não sai de lá nas horas devidas. Outros a amaldiçoam dizendo que não há espaço para todos e os que trabalham estão fadados a terem pouco dinheiro, bem pouco. Ouvimos isso ainda da carteira de sala de aula. Não digo que isso não é verdade e que estes estão mentindo. Só que quem pensa dessa maneira já perdeu. É preciso acreditar, definitely.

Vou agora dizer os nomes daqueles que tenho o prazer de dizer que são da minha época. O primeiro é Clayton Spatini que dividiu comigo enquanto estagiário o banco e os plantões em duas empresas de comunicação respeitadas de São José do Rio Preto. Outra pessoa é Maria Stella Dias Calças. Uma jornalista linda e de personalidade forte. O outro é André Luiz Barriento, mais conhecido como André Barros. Este foi o meu grande parceiro ao longo dos estudos, partilhamos o bloco de boletins de ocorrência no plantão policial diversas vezes, eu pela Globo e ele pela Record na época. Eu gosto assim "amigos, e rivais indiretamente". Poderia destacar outros, mas esses são os que eu observei de perto.

É com esse povo que deverá montar o novo jornalismo no Brasil e quiça, em outro país.

Abraços

quinta-feira, 10 de março de 2011

Ode a ajuda aos outros


"A ajuda para quem precisa é tão importante para quem oferece. Não pense que seu problema é maior do que o outro"

Forçosamente você nunca disse está frase do século XVII e seguramente nunca dirá. O que me fez lembra-la neste post outrora tão "pós-carnafílico" é atestar que o Brasil funciona mesmo depois desta festa desinibida. Pra ser mais exato, um dia depois na quinta-feira(10 de Março). Eu não pulei carnaval e tão pouco entoei marchinhas das mais variadas e inebriantes. Apenas fiquei com amigos à exemplo da virada de ano quando passei com a família. Algo estava a minha espera.

O fato de você não ser ajudado não significa que outros não pensam em te ajudar e que talvez isso nunca possa acontecer. Como em coisas grandes e pequenas, as chamadas "ajudas" acontecem de várias maneiras. A questão em si é a "urgência", e a sensação de satisfação a curtíssimo prazo, isso lhe dará pique pra que as coisas continuem firmes ou pelo menos, não desabem de uma só vez.

Cito o trabalho. Nós jornalistas somos muitos, poucos são os diplomados e menores ainda são as oportunidades, e, por vezes as vagas de emprego. Desde os primórdios os contatos são tudo numa carreira(sem excessão) e, portanto, você deve se manter atualizado e antenado. O curioso nessa história toda é que quando um conhecido seu é emprego num lugar no qual você queria estar é preciso levar em conta algumas coisas como experiência, idade e "grau de exposismo". Este último é explicado como que o tanto que aquela pessoa se mostra mais para toda a mídia que você. Detalhe: qualquer um desses sem o acompanhamento dos outros não servirá de nada. A menos que você conte com o Q.I e outras mazelas que são tema para outro post.

As vezes você tem a vontade, mas, falta a experiência ou pode ser pura experiência, mas falta um "apelo", aquilo que chamaremos aqui de "work appeal". O diferencial que pode ser qualquer coisa. Ser humano é um negócio complexo. Cada pessoa tem um leque e uma seleção natural de ajudar as pessoas, os ricos, os coitadinhos, os bonitos, os competentes, os legais...e assim por diante. Tal qual uma rede social como Orkut, Twitter, Facebook ou a humilde lista do seu celular com mais de 1000 contatos. O rótulo é normal, fazemos juízo de valores todos os dias em todas as situações.

Numa escala de 10 amigos, se é que chega a tanto, você é o número 1 em quantos? Agora leve isso pra outro nível. Os contratantes, os donos de empresas, os empregadores. E agora? Esse é o ponto G da coisa. Ser visível para essas pessoas, e, para tanto só depende do mais interessado, adivinha quem?

Tarefa que não é fácil. Exige -se tempo, humildade e muito, muito sacrifício. Estamos preparados?

Portanto, saiba que se alguém ajuda-lo outras mil pessoas ficaram "na espera". Honre esse privilégio. E você que aguarda, continue lutando, cabeça erguida, humildade e fé.

Aquele abraço.
Good Night.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Rede de desconfianças

Hoje tenho no currículo um grande jornal e na memória a chaga de uma rede de chantagens, mentiras e agressões verbais. Por mais que uma empresa de comunicação não tenha estrutura e organização, nela pelo menos existirá um chefe, um bom chefe que segure o problema e administra - o com seriedade e pulso forte. Acontece que nesses cargos existem pessoas com certa bagagem de experiência e não pessoas que não estão preparadas.

Tive o desprazer de conhecer profissionalmente o jornalismo medroso e tendencioso. Sem nenhum tipo de direção, um “boneco” se coloca no lugar de um grande e experiente jornalista e começa a falar coisas que nem em grandes empresas se houve. O fato é que ele foi colocado ali por razões do destino. Pessoas assim não são comandantes nem líderes, mas, com esse cargo nas mãos você entende realmente como é a cabeça do ser humano (desta espécie). Ele sabe que a vida dele é curta ali, sabe que se alguém melhor, e não precisa ser muito, aparecer, ele está enrolado. Sabe também que no lugar dele e do jeito que ele faz não é preciso muito para fazer. O que o torna maior que os outros é apenas o título como editor, isso ninguém pode tirar dele. Agora, é inevitável quando você fala deste cargo, você quer saber as razões, os motivos e os caminhos pelos quais tais pessoas desbravaram.

Os que estão lá por merecimento erram, os que estão lá por causa de “costas largas” também erram, os que estão lá por que outros o colocaram lá erram também, e, imagine aqueles que caíram lá por acaso? É triste ver que isso ocorre, é triste ver que pessoas sem capacidade usufruem disso, ou melhor, capacidade eles tem, mas não para aquilo. Não é a hora.

Jornalismo baixo, jornalismo para políticos, jornal sem isenção, um insulto ao verdadeiro jornalismo. Fazer parte daquilo não é fácil. Foi muito bom enquanto durou, mas, como já me alertaram... “Você vai lá faz o seu trabalho e depois sai, não absorva nada porque você vai passar, mas aquela prostituição de notícias, isso ninguém vai mudar”. É só olhar nos olhos da pessoa que “sabe que é menos que você” sem mesmo dizer qualquer palavra e ela já o condenará. Não porque você o está julgando, mas porque ele tem medo.

O clima já não era dos melhores. Nesses casos, existe sempre ainda um tagarela que observa as conversas e serve de” leva e trás”. Como é apenas a versão dele e não há defesa, isso se acumula e vira uma bola de neve.

É vergonhoso trabalhar num lugar assim, que apesar de ser um grande jornal, tem “cabeça” de jornal pequeno.

Até mais

sábado, 1 de janeiro de 2011

2011 com sabor de vitória


Ainda não disse sobre a experiência de trabalhar num Estado que não é o seu mundinho. Pois bem, no Mato Grosso, o tempo que passei por lá já me gabaritou para outra qualquer aventura. A cidade é muito quente, as pessoas são parecidas com as do Estado de São Paulo mas falta o ar de superioridade. Sim, infelizmente. Por lá as coisas são mais difíceis. Tirando é claro os magnatas todos os da classe média são equivalentes. Todos buscam um lugar à sombra e todos, sem excessão se ajudam.

Na Folha do Mato Grosso, na capital, estive por lá no interim da política local e nacional. Vi mais ou menos de perto quando Dilma Rousseff subiu ao palanque para falar aos eleitores cuiabanos. Eu estava lá, em meio a multidão com um lápis e uma caneta na mão, fora o caderninho, exercendo os primeiros passos como repórter de política. Observei como é o trabalho dos jornalistas naquele lugar, conversei com os editores de lá e fiz alguns poucos bons amigos. Do martírio, salvei uma cópia de uma matéria que pra min significa apenas uma coisa: a volta é inevitável.


Obrigado pela companhia gente.

Vejo vocês amanhã. Fui

Tristes perdas


Durante 3 anos convivi com uma menina espetacular, bonita, sincera e humilde. Ela é morena, doce e de sorriso fácil. Os primeiros anos foram na faculdade, em sala de aula e depois já na redação da TV TEM. Dezenas de pessoas ficaram chocadas com o fato que infelizmente é corriqueiro. Mortes no trânsito. Eu não pude ir ao velório mas chorei muito ao receber a notícia que uma jovem como eu e outros milhões, teve a vida ceifada de uma forma tão brutal e injusta.

"Um grave acidente matou uma jovem de 21 anos, em uma rodovia entre Palestina e Nova Granada. Ao tentar fazer uma ultrapassagem, uma moto entrou na pista.
O carro tentou retornar e acabou capotando. A motorista, Andressa Lima, foi jogada para fora do carro e não resistiu aos ferimentos. Uma passageira do carro teve ferimentos leves" - reportagem TV TEM.

A reportagem tão seca e fria não mostra o real sentimento implícito no fato. Todos da redação conheciam Andressa e receberam com pesar a triste notícia no dia 7 de julho de 2010. Foi a primeira vez que infelizmente soube da morte de uma pessoa amiga, de meu circulo social. Uma grande fatalidade.

Meses depois, dia 18 de dezembro, já na minha vida particular e sem o conhecimento da imprensa, minha avó, Leonora Ferreira de 80 anos morreu de câncer no hospital. Essa doença já a acompanha desde março do ano passado, guerreira como era, minha avó lutou até o fim contra a doença. Mulher batalhadora, ela era mãe da minha mãe, e sempre foi exemplo de tudo o que há de mais bonito e simples na vida. O meu avô morreu cedo e deixou minha avó viúva aos 40 anos de idade. Mãe de oito filhos, ela teve que se virar para dar conta deles. Depois da morte, ela nunca mais casou-se e nem pensava nisso. Começou ai sua caminhada para os céus junto com os anjos dedicando sua vida inteira para os filhos, netos, genros, noras e bisnetos. Mulher de fibra. No velório muito choro, mas, a certeza de que onde quer que esteja, está bem.

A essas duas mulheres, minhas sinceras condolências e saudades.

Que Deus nos proteja.
Até lá.

2011 - O ano do 'tentar'


O simples da vida é se encontrar com as pessoas anos depois, ou em uma festa especial e vê-las novamente. O ano novo serve praticamente para isso. No caso dos meus pais não foi muito bom por que eles tiveram a triste noticia de que um amigo de longa data estava com câncer e hospitalizado em casa. Eles tiveram que ir visitá-lo e o médico da família decretou um número de vida para o pobre homem. No meu caso, recebi duas propostas de emprego para sair de onde estou e ir para outro lugar. É bom ver que o seu trabalho não está sendo somente reconhecido, e sim, conhecido. Já dizia o ditado não basta saber, tem que aparecer. No entanto, também perdi amigos, parceiros e alguns amores.


Tenho na mente dois pedidos, duas vontades para min, "mais saúde e mais conhecimento", seja espiritual ou terrestre mesmo. Neste final de ano acompanhei via internet os comentários de pessoas que admiro e pessoas que não admiro tanto assim, tentei encontrar falhas e qualidades neles e reverte-las para min em conhecimento de vida. Ainda não obtive êxito mas estou trabalhando nisso quando da tempo.

Por várias vezes ouvimos que pessoas não fariam a mesma coisa caso tivessem outra chance. Na prática, onde isso se aplica? Não sei, é o que estou tentando descobrir também. Mas, enquanto vamos descobrindo também vamos batendo cabeças e vivendo para no futuro dizer "se eu tivesse outra chance, faria da mesma forma".


É isso aí internautas. Até lá

A profissão e o manejo


É realmente empolgante nossa profissão. Trabalhando nesta cidade que me proporcionou a volta às redações garantiu a certeza de que estou indo para o caminho certo. A cidade não é lá as mil maravilhas, mas, compensa por estar perto de minha familia. O jornal em si não tem grandes figurões da área e nem muita estrutura, mas, vale a pena pelo prazer e privilégio de exercer o meu ofício. Muitos passaram pos lá, poucos permaneceram. Nestes quase três meses eu agradeço a Deus pela oportunidade e depois aos homens pelo convite. Reservo-me ao direito de contar as entre-linhas do BDC por pura fraqueza. Ninguém gostaria de ver isso.

A foto ao lado resume uma de minhas faces no dia a dia do hardnews. Você é assediado por vezes por políticos e gente que se acha no direito de fazê-lo. Daí vem minha cara fechada e confundida às vezes com um "mafioso" como já disseram. Outros já comentaram minha escrita que, segundo eles é "azeda", "sinuosa" perfeita pela área jornalistica ao qual estou desenvolvendo hoje: Política. A política realmente se faz nas ruas. Para sentir os comentários dos vereadores, do prefeito e seus secretários você tem que se expor e é aí que o repórter também vira alvo de pessoas. É uma situação que eu queria passar aos 36 anos de idade, no entanto, não ocorreu e daí tive que mostrar firmeza e postura para se manter concentrado.
Na última semana do ano vi um dos primeiros momentos mais inusitados de minha carreira. Outro veículo de comunicação comentar minhas matérias indiscriminadamente. Parece normal, mas, não é. Do mesmo modo que ele fez lá, eu poderia fazer aqui e talvez terceiros e quartos. É complicado. O comentário elogiou e depois, ao modo deles, "corrigiu" como se tivesse algo a ser corrigido na matéria. Bom, saber que eles fazem propaganda gratuita é legal, mas, não gostaria de saber que interesses poderiam por ventura vir e talvez de simples "comentários" passarem a ser feitos julgamentos mais abertos.

É esperar para ver.
Feliz 2011!