domingo, 24 de outubro de 2010

Construindo a informação


Nunca na vida me vi sentado numa mesa defronte um computador editando um jornal, ou melhor, todo o jornal. Para muitos isso é algo digno de nota, um baluarte. Para min representa mais uma etapa da vida de alguém que já passou(e ainda tem muito o que passar) pelas milhares facetas do jornalismo. Vejo nessa oportunidade uma forma de expressar-se sem barreiras, um momento ímpar, sem igual de mostrar suas idéias, parâmetros e ideologias usando é claro, todo o conhecimento adquirido em menos de 5 anos de graduação.(no meu caso)


O engraçado de se colocar "do lado de lá" é poder ver com olhos de águia que os que ali estão muitas vezes dificultam o caminho "dos que vem por ai", traduzindo, os estudantes. É um rivalidade efervecente, e diga-se de passagem, simplesmente pelo esporte. Uns mais outros nem tanto, mas a idéia é uma só. Sentado no "banquinho" posso enxergar longe, bem longe, você toma o poder das coisas e crê que as coisas dependem de você. Observos meus companheiros de profissão no mesmo posto e logo penso: O que o fez chegar até ali? Como ele se preparou para estar ali?..., respondendo perguntas como essas podem te ajudar a compreender as atitudes daqueles que foram colocados como "chefes". Aliás, existe "chefe" e "dono". Duas coisas bem diferentes. Um é passageiro e o outro é vitalício. Pense nisso.


Sentado no banquinho, nesse caso de editor fechador de um jornal com 20 paáginas, você imagina que mais de 10 mil pessoas verão aquilo que for escrito. Pode ser o jornal que for. Tenho a primazia de não errar, custe o que custar. Leva tempo, leva paciência, mas pra min é visto com bons olhos.


Creio que as coisas são encaminhadas conforme a necessidade. Minha necessidade era aprender isso. Já aprendi, minha vida profissional se estagnou novamente. Tá na hora de buscar coisas novas, desafios, palavras, pessoas, idéias, filosofias...agregando valores.


É assim que encaro as coisas.


Um forte abraço. Fiquem com Deus.

domingo, 3 de outubro de 2010

O dia 'D'

Na presidência, no senado, no governo, na assembléia legislativa, na minha vida; hoje, deveras, é o DIA D.
Os rumos do país serão decididos hoje. Isso tem um saber especial para mim. Minha volta(...) depende de um certo governador do centro-oeste do Brasil. Ele vencendo eu venço junto.

VOTO

Acordei às nove, tomei o café da manhã(breakfast) e fui votar neste domingo. Na seção, havia somente uma pessoa, mas, de repente um senhor de 70 anos que estava atrás, bem atrás na fila pegou 'nitro' e passou na minha frente. Com um ar de senhor gente fina, ele estava meio tímido, trazia os braços rente ao tórax e gesticulava muito com a cabeça. "O senhor pode assinar aqui", disse o mesário. Foi aí que eu entendi - "É que eu não sei escrever", disse mostrando as mãos trêmulas (mal de parkinson). Rapidamente, o mesário sacou um borrão de tinta na qual o homem pôde por o 'dedão' da mão direita e colar no papel.
Bom, tudo pronto vamos votar. Não contei nem um minuto...o homem já havia terminado dizendo - "Escuta, como é que vota para presidente aqui?" - "O senhor tem que primeiro..." - "É que eu só quero votar para presidente!", interpelou o vovô. Esse diálogo se estendeu precisando da intervenção do presidente da seção para acalmar os ânimos. O idoso esbravejava dizendo que 'não era bobo' e ironizava, "agora eu vou ter que votar no candidato que vocês querem?".
Óra, passados 10 minutos depois, o homem sai da sala contente, mas, criticando os funcionários à serviço da democracia que estavam ali para ajudar e ainda tem que ouvir desaforos desses.
Qual foi o valor do voto desse senhor, do meu, ou do seu? Uns se entregam à ele, outros fazem por obrigação, há aqueles ainda que descartam o voto sem compromisso algum. Capscioso.

BOM DIA, CATANDUVA

Mas olha que trabalhar é um regozijo para qualquer pessoa. Edifica, enobrece, e além de tudo enriquece(não é o meu caso). Mas pagar para trabalhar são outros quinhentos completamente diferente. Comecei essa semana no Bom Dia. O jornal é pequeno, tem deficiencias, está viciado em problemas típicos de jornais bairristas, isso eu já vi,vivi e passei por isso.
Eles querem mudar de prédio, um maior mais amplo pra ficar com cara de jornal mesmo. Isso é bom, denota votade de mudar, mas não é só o fator físico que conta. A cidade é pequena e daí não adianta 'acelerar' ninguém, o sujeito que deve se adequar aos entraves da cidade e não o contrário.
É aquela situação em que o jornal vai continuar sempre daquele jeito, os que permanecerem também, mas, eu sou apenas mais um que repousa momentaneamente por ali, por isso, 'nada de apavoro' em querer fazer no jornal uma "revolução editorial".
Uma semana de BD e pude ver o quão evoluido eu estou, seja no texto ou no trato às pessoas, na apuração e nas fontes. Fiquei feliz com isso.
"Vai lá treinar o texto" dizia um amigo meu. Como já dito, o Dia 'D' está aí, espero poder vê-lo brilhar para todo mundo nesta semana.(PS: menor pra Dilma) #momentocrítica

Avante Brasil!
See ya guys.