sábado, 28 de agosto de 2010

Essa vai para os fumantes

Não sou fumante mas comecei a fumar há 4 anos. Controvérso né? Pois bem.

No Estado de São Paulo o seo José Serra, atual candidato à presidência pela legenda do PSDB teve a brilhante, mas não pioneira, idéia de coibir o trago nos locais cobertos e fechados como restaurantes, pizzarias, boates, na sua casa, na área de lazer das crianças, na zona(!), entre outros. "Nêgo" só pode fumar se for na calçada mais longe possível com multa prevista em lei e detenção caso essa ordem seja desacatada.

Já no Estado do Mato Grosso, o caboclo só não fuma no Palácio dos Paiaguas(equivale ao Palácio do Planalto) por que o Serra não fica lá. Aqui tá liberado geral. Pode fumar no posto da esquina, na porta do banco, igreja, mercearia, tudo.

Eu e meu amigo, fumantes ocasionais há 4 anos, estávamos loucos pra dar uma pitada em algum lugar movimentado para tomar aquela cerveja e embalar naquela prosa. Acendi um cigarro e fomos até o posto de combustíveis mais próximo. Foi quando meu cérebro entrou em choque com a lei(de meu velho Estado) e quase larguei o pito no chão. Depois pensei, pensei e cheguei a conclusão de que aqui tá liberado!

O que no final acabou sendo ruim por que eu já estava quase parando.

Malandro, fica ai que eu vou te contar uma história sobre as mulheres daqui.

O jornalismo de cuiabá em poucos tópicos

O pensamento

Há aquele mais afobado que pode sair por ai dizendo que "jornalismo é o mesmo em qualquer lugar". Deparei-me com um senhor fotógrafo do Jornal Folha do Estado(MT) outro dia que diante da simples pergunta se a PM ligava para a redação em Cuiabá no caso de uma ocorrência, me alvejou pela resposta que abriu o texto.
Sem sombra de dúvidas tive que contar que há mais diferenças em relação ao jornalismo de um Estado para o outro do que há entre os "céus e a terra". Por se tratar de locais com perspectivas tais quais população, problemas, política, economia e principalmente cultura diferentes, o simples fato da mudança de Estado acarreta também muita mudança no jornalismo dentre outras coisas. Percebi inúmeras em visitas às redações cuiabanas de que o número de jornalistas que não são de MT é notável e o curioso é que normalmente estão aglutinados nos cargos de chefia.


Da redação


Muita gente pode conhecer esse singelo "Da Redação" como um jornalista sem diploma que ainda não tem direto de escrever no jornal e assinar o nome. Bom, pra começo de conversa não existe mais diploma e depois, o estagiário que escreveu isso já deve saber bem mais de que alguém que não é jornalista. Em outras regiões, esse 'singelo' nome se refere ao próprio jornalista que não sei por que cargas d´água coloca no 'abre' da página sua assinatura e nas demais matérias 'Da Redação'.
Mais uma pergunta sem explicação nos meandros do jornalismo cuiabano.


Pauta


Esse tópico entra também as redações de TV que subitamente sobem pautas, tiram, derrubam e tudo o mais sem um padrão pré-estabelecido(ou pelo menos não é o mesmo do interior de SP). Você deve ter ficado certamente estarrecido ao ouvir isto. Mas, eu explico.
O repórter às sete da manhã vai as ruas com três pautas na mão, uma de esporte, outra de economia e uma pra fechar com chave de ouro de cidades. Nenhuma delas é recomendada pelo diretor de jornalismo e tampouco é carta branca da empresa, ou seja, jába. Tá ok. O camarado começa com esporte, termina rapidinho. Passa pela economia num pancha de um edifício empresarial, demora um pouco, mas, não muito e corre pra próxima quando bem na hora de fazer a de cidades(falta de água no bairro do zé), surge uma ocorrência polícial.
Naturalmente que eles correm pra lá. O caso é grave e tem notícias de várias vítimas. Esse seria o normal.
O impensado é ver que nessa última matéria fria(congelada), o superior do caboclo não deixa o repórter que em bom tom, se deu ao luxo de fazer o trabalho do produtor na rua e avisá-lo; fazer a dita reportagem. Fica com um: "Só da uma pincelada".
Conclusão, o ritmo alucinado com 'pouca coisa' nas redações interioranas do Estado de SP, aqui, se tratando de uma capital, não é visto. O fato é a notícia pega NA HORA. Para isso existem equipes direto nas ruas. Gastando muita granda em combustível. Principalmente para o jornal policial que passa às 11 horas do horário de Cuiabá e 12 horas no horário de Brasilia. Depois, não tem 'suíte' e muito menos um 'reap' do caso(no dia seguinte).
Ele(o fato) vai se atualizando a medida que as coisas vão acontecendo. Em outras palavras, o produtor não procura saber incisivamente o que está acontecendo.
No impresso é normal até por que a TV dá o grito e o jornal dá o "fecha da matéria".

Faculdades


Em conversa informal com jornalistas mato-grossenses, há na cartilha escolar universitária de que o jornalista deve ser mais do que um colhedor de informações. Ele tem que ser opinador e justificar os anseios da população. Não há imparcialidade por aqui.
Todos os comentários são destinados aos seus respectivos receptores de acordo com o 'timão' que lhes foi dado, só muda o "tempero" ou o "tom da voz".
Postura fatalmente contestada em algumas redações. Em jornalismo existem duas verdades, pois existem dois lados. Alguns especialistas na área afirmam ter três verdades sobre o mesmo fato. O do acusado, do réu e da testemunha. Ao meu ver, para isso que existem as curtinhas, elas tem esse papel de apimentar. Não a matéria toda.

A imprensa palpitando sobre os rumos da política, por exemplo, obrigam os diginíssimos parlamentares a se explicarem ao povo constantemente e se manterem impolútos no cargo ao qual ocupam. Concordemente o terceiro lado, o da Testemunha não nescessariamente presente em todos os casos opta por duas vertentes: a de falar ou a de se manter neutro.
Um exemplo disse se mostra quando o filho de um poderoso dono de empresa de comunicação se envolve em um escândalo de estupro, drogas e agressão. A empresa do pai do rapaz nada diz, o crime não é de conhecimento de todos e a imagem/credibilidade da impresa é posta à prova sobre esse tocante. Na mesma hora, a concorrente da empresa dá o caso em manchete. A concorrente foi neste caso a Testemunha, o terceiro prisma do mesmo caso.
O que se nota em tudo isso. Imprensa opinativa pode facilmente virar empresa parcialista.

Medo

Fico pensando como os alunos do curso de comunicação devem se sentir ao ouvir e conhecer isso na prática. O governador do Estado mantem relação estreita com um jornal da capital. Ele literalmente leva o piano nas costas. Eles são proibidos de falar mal do 'patrão' estatal.
Isso me leva a pensar numa constante que me disseram em relação a jornalistas que de manhã servem e zelam pelo sério, certo e indubitável e a tarde rasgam elogios e sorrisos no melhor estilo "papagaio de pirata" a políticos.

Jornada Dupla

E por falar nisso, observe a minuta seguinte: o cara trabalha na tv pela manhã, escreve sobre o político tal a tarde e é assessor da prefeitura no horário vago.
Jornalismo paga-se mal. Tem dessas coisas. E quem paga bem quer exclusividade(GLOBO, por isso é GLOBO). Quem não paga bem não quer saber o que seu funcionário está fazendo contanto que não atrapalhe o andamento da empresa. Brecha fácil para usar do poder da mídia em usufruto próprio.
Não digo que todos fazem isso sendo que várias pessoas e sociedades vivem assim, mas que num momento ou outro isso pode acontecer. Isso é real e assustador.

Hasta la victoria muchachos!

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Critíca:candidatos

A vida do TRE está cada dia mais.....engraçada. Vivemos num mundo onde as idéias são cada dia mais férteis e recorrentes. Todo mundo cria, recopia, inaugura, recria. Somos um emaranhado de mentes pensantes em ebuçição. A sociedade vem se refazendo dos tempos antecedentes à internet. Aliás, dizer que a internet não existia a alguns anos atrás é retroceder e se perder no passado. Praticamente ninguém mais lembra disso. É como se o www tivesse implícito em cada carta, pombo-correio, telefonema, e qualquer outro meio de comunicação do "velho século". É inerente que somos produtos do meio em que vivemos.

E sobre isso, vamos pegar por meio a política. Esta é sem dúvida uma forma de sobrevivencia de muitas pessoas. Digo humildemente 'muitas' no âmbito nacional aos quais muitos vereadores, deputados, senadores ganham seu salário de uma função que originou-se desde a POLIS a fim de "ajudar a população". Em outras palavras, o camarada(a) ganhar para fazer o bem a ele mesmo sendo que o sustento dele é pago por ele mesmo não era o objetivo primário do ser-representante da cidade, compreende? Não?!

Veja por esse ângulo, um cidadão comum que em meio a tanto alarde de companheiros de partido ao qual ele é filiado e dos vizinhos que acham ele uma "gracinha, boa pessoa, um homem de bem, um cara simpático" que até daria pra ser vereador; esses são os que imaginam que a Câmara dos Vereadores é apenas um clube social onde caras bacanas demonstram seu afeto pelo povão.
O que torna mais engraçado como adiantado no começo do texto é que a cada ano que passa o banal leviano e engraçado vira regra de base para se tornar um candidado com chances reais de eleição a fim de quiçá valer-se de uma cadeira no pleito.

Não há um consenso, um meio-termo nessa questão. O tio da pizzaria, o meu vizinho cachaceiro, a barangua safada da minha vizinha da porta da frente e o nazista do carteiro podem se tornar homens(a) de frente, leia-se gente que defenderá(em tese) os nossos interesses no município(câmara). O TRE libera quem quer que seja salvo os mínimos requisitos básicos. Bom, ensino fundamental não é um deles. Particularmente e agora ainda mais com a determinação de um juiz de SP que decidiu a favor do acusado, Tiririca(PR), sobre uma denúncia feita por um candidato tucano de que a propaganda eleitoral do "abestado" denegria o cargo eletivo. O juiz julgou procedente os argumentos do Tiririca por que ele não cometia nenhum crime eleitoral grave, como é o caso de uma agressão verbal ou falsa acusação.

O candidato a deputado federal, Tiririca, zomba da Justiça brasileira em seu programa televisivo, da inteligência do munícipe e da liberdade de expressão que este país tanto lhe confere. O juiz citado concedeu total liberdade de continuar falando que "não sabe o que um deputado faz, que vai ajudar a todos inclusive a família dele"; tudo isso embalado por um ar irônico e satírico do próprio personagem. A carta do excelentissimo juiz finaliza enfatizando que o cidadão analfabeto, por exemplo, padece de representantes "a sua altura" no plenário e que a iniciativa do Tiririca vêm de encontro com os anseios desta classe de pessoas. Tudo certo, tudo bom não fosse o problema que isso certamente acarretaria a seguir.

O candidato, como a própria propaganda do governo federal ilustra tem que ter bons antecedentes, experiência, e qualificação para ocupar o cargo como qualquer outro serviço. Na prática o BRASIL, digo, o futuro de mais de cento e cinquenta milhôes de pessoas estará à cargo de uma pessoa dessa grandeza. Democracia é bom, mas, esse oba-oba escrachado é uma afronta a qualquer Estado.

O "país do carnaval" também deve ter limites. Nosso povo é tenramente sedento por inspiração, por caminhos, por liderança, o que acabada também sendo facilmente influenciado. Se colocarem no ar um senhorzinho com uma voz estranha, vestimenta diferente de qualquer outra e satirizando todos os seus oponentes inclusive aqueles do mesmo partido a chance dele vencer é muito maior. O "novo" nem tanto preza pela qualidade e sim pelo impacto que causará.

E vou além, o regimento interno da câmara é cheio de brechas e frestas. O candidato mal informado, por exemplo, pode ser engolido pelos demais parlamentares e por conseguinte não fazer diferença alguma durante o pleito.
Antes de "incriminar" esses que debocham da lei, temos que repensar nos que "se dizem exímios analisadores da lei" e que AINDA ASSIM comentem falhas gravísimas. Trocando em miúdos, se os que já estão lá e são "estudiosos" fazem errado imagina os que fazem graça para conseguir votos. É praticamente um trem desgovernado anunciado.

É fato que nós não somos perfeitos e nunca seremos nesse mundo. Ninguém se iguala a Jesus Cristo que veio à Terra e deu seu próprio sangue para pagar o resgate do pecado herdado por Adão e Eva, isso, de fato, é fato.

Mas, insistir em lançar candidaturas de pessoas que usam de personagens/notoriedade para conseguir votos e ainda zombam das pessoas e o pior, são tratados como gente que deseja fazer o bem(só se for a eles mesmos)? É no baixo-médio-menos-mínimo modo, suicídio.

O tempo é o senhor da razão. Mas não podemos ignorar as presentes evidências que nos levam a imaginar sombrias cenas no futuro!
Sou a favor de uma nova lei para que o voto seja realmente secreto, sem pesquisa disso ou daquilo, vereador algum tenha válvula de escape para se aproveitar da ingenuidade/ignorância/desdém de uma parcela brasileira que TEIMA e sempre teimará em queimar seu cartucho com a escolha errada.

Como na frase da primeira estrofe do Hino a Bandeira de Olavo Bilac e Francisco Braga: "Salve lindo pendão da esperança, Salve simbolo augusto da paz!"

Fica aqui a minha crítica.