quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

'Carteira azul' na mão e um problema

Procurar emprego é uma arte. Alguns fazem longos cultos, fazendo orações, pedindo benção, jogando cartas ou simplesmente levantando da cama “com o pé direito”. É um desafio até ouvir o tão batalhado “contratado”. Bom, por parte do contratante você nunca vai ouvir um “N Ã O” com todas as letras. Elas vêm disfarçadas por’ passa aqui amanhã’, ‘semana que vem’ ou o pior de todos, “qualquer coisa, a gente liga pra você”.

Há aqueles que têm medo de sair para garantir um trabalho e... conseguir! A corda só fica tensa depois de uns seis meses pros que não sofrem de hipertensão, porque do contrário tem gente que fica louca com a “paradeira”. O importante é aproveitar o tempo de folga bem. Relaxar de certa forma, manter o peso do corpo não exagerando na alimentação ou em qualquer outro tipo de
atividade que comprometa o seu metabolismo.

Tem gente que fica ansioso, começa a roer as unhas, bebe demais, briga com todo mundo. Distribuir currículos não uma tarefa fácil. É preciso empenho, dedicação e fé na sola do sapato para caminhar vários quilômetros. Ah, se você tem carro, gastar o combustível que fará falto amanhã, ônibus, o passe da volta pode faltar ou de trem, bom, isso se você chegar no horário. Confiança e cabeça erguida são fundamentais por que todo o conhecimento adquirido estes anos que você trabalhou não vai ser apagado, então faça a sua parte e deixa que o Criador lá em cima faça a Dele.

Até quando sociedade?

A busca por sucesso hoje é incansável. Muitas pessoas se de um ano para o outro não pensarem isso, pedem o equivalente. Carro novo, casa nova, dinheiro, fama, bens materiais. Eu me incluo nessa.
O socialismo capitalista e nossa condição cada vez mais instável devido às crises financeiras nos levam a este triste habito que já é corriqueiro. Em longo prazo o que se nota é que nossos netos, filhos e demais da grande árvore genealógica sofrerão do “mal do capital”. E por si só, a segregação é inevitável. Pessoas com um salário mínimo ou mesmo os “submarinos”, trabalhadores autônomos que mês por outro passam um sufoco danado na matemática do “hoje tenho muito amanhã tenho pouco” serão vitimas disso.
“É difícil viver assim. Sorte que meus filhos não moram comigo senão seria impossível sobrevivermos; minha namorada, eu e minha filha pequena com pouco mais de R$ 500,00 reais.”, diz um morador classe média da zona leste de Rio Preto. Mas é assim que o Governo e a vida se mostram. O abrupto soprar do vento nas manhãs de segunda a sexta-feira é sem sombra de dúvida um desafio para muitos.
Do mesmo modo, a meu ver, que tentativas para coibir a violência, contra qualquer abuso para com o meio ambiente e para firmar alianças no comércio exterior fracassaram... Devido à sagaz moeda que teima em se mexer dia após dia nas bolsas de valores de todo o mundo. A sociedade ainda não viu o pior.
Sirvo-me de um exemplo que de longe é maravilhoso, contundente, oportuno, poético e paradigmático. Num ano em que mal se iniciou e logo na virada do ano fomos alçados pela catástrofe em Angra dos Reis, oito mortos. Dias depois tivemos outro baque. Dessa vez foi Haiti devastado. “Mostre sua fúria natureza” foi uma das frases que eu ouvi de especialistas e cientistas no assunto. Nos dois casos, a população se prontificou a ajudar as vitimas destes desastres. A urgência foi no Haiti, país pobre que tinha base fixa da Força Aérea Brasileira muito antes dos terremotos foi e está sendo tratado como “prioridade” por autoridades nacionais e internacionais. Mídia, políticos, artistas e todos os que estavam acostumados a olharem apenas para o umbigo se uniram a fim de ajudar a quem mais está precisando.
Infelizmente só há mudança em última instância, quando quase tudo está perdido. Quando perderemos a oportunidade de nos darmos uma chance?

domingo, 10 de janeiro de 2010

Start - The life shows up!


Como me disseram logo no início do estágio. "Você tem que estar pronto para o jogo. Vá lá e entre nele". Você logo se pergunta o que é isso? Por que me fizeram tal questionamento? Como eu faço isso e quem são meus oponentes?


Perguntas muitas vezes difíceis de serem respondidas rapidamente. Eu costumo dizer que em "jornalismo, como em qualquer outra profissão" a coisa é, e, sempre será difícil. Sem querer maximizar os problemas só para os da classe.

Muitos penam para conseguir aquilo que querem e outros nem chegam a conseguir aquilo que desejam. Eu fui um dos que conseguiu aquilo que sempre quis. Porém como todo ser humano, nós temos uma 'síndrome' ou falta de gratidão confesso, de que sempre falta algo e pedimos mais e mais. Hoje analiso meus amigos e colegas que ao longo desses quatro anos de faculdade não conseguiram aquilo que almejaram desde pequenos ou na adolescencia.


Sirvo me de citar o caso de uma amiga de classe que veio de longe estudar e trabalhar em Rio Preto. Ela, por problemas particulares precisou migrar para cá e se virar. Nos primeiros anos de 2009 não conseguiu nada. Apenas portas fechadas. Só reclamava da vida e dizia que se não encontrasse nada aqui voltaria para sua cidade de origem. Não precisou. Ela se deu tão bem que já saiu da faculdade com um contrato assinado. Meus parabéns.


Têm outros exemplos que de longe são uma bela injeção de ânimo. E não digo no sentido triste da coisa. Também não foi fácil conseguir isso, por pequeno que seja.

A vida é separada em fases, quase igual a um jogador de Futebol. Tem horas que você vai por cima e outras que você está por baixo. O que difere uma situação da outra é como você as enfrentará. Não pense no "acomodismo" sempre ressaltando que você nunca enfrentará uma crise turbulenta e drástica por que coisas assim acontecem. Elas dão tempero a vida.


O jogo está aí. Mexer os palitinhos certos, Organizar a estratégia. Não perder o brilho e a alegria jamais e "cantar a beleza de ser um eterno aprendiz". Por que hoje você está assim, quem garante que amanhã você não estará muito melhor?. "Oportunidade dada uma vez, sempre volta, mesmo que de outras formas", de um autor desconhecido.


Salute!

Domingo de sol...


...Adivinha pra onde nós vamos? Aluguei um caminhão, vou levar a familia na praia de Ramos!! do músico e sambista Dicró.


Normalmente se você morasse em um lugar paradisiáco ou pelo menos à beira mar. Essa seria sua canção tema em um Sunday normal. Seria, no interior oeste paulista são mais de 5 milhões de pessoas que se engalfinham em clubes sociais, shoppings center, lohas, bares, postos de combustíveis e afins. No twitter pode se ler comentários maldosos sobre os programas de televisão na TV aberta, sim, Globo, Record, SBT, Rede TV, Rede Vida, Record News, Bandeirantes, todos eles se dividem em três na tentativa de atrair o público. Os "afortunados" que ali se arriscam, vendo tal produto perde uma boa hora de leitura, um bom afago em um parente, valiosos minutos de sabedoria se lesse a Bíblia. Eu sou um desses. A primeira vávula de escape é internet. Depois vem um DVD e assim por diante.


Domingo é pra descansar, jogar bola, colocar o papo em dia. Talvez seja o único dia de folga, moleza de muitos brasileiros. Isso é bom. Esquecer um pouco o dia-a-dia, os problemas. É hora de reunir toda a familia pra não fazerem absolutamente nada. Antes nada hoje do que nunca amanhã. Entenderam?

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

À noite Rio Pretense[1]

Já conversei com policiais na ativa, professores(a), políticos, empresários e claro, jornalistas. Todos tiveram o mesmo tino no quesito BALADA. Sim. São José do Rio Preto é a número um na hora de sair a noite para baladar ou apenas bebericar uma cerveja.

A luz incandescente dos postes luminosos ali na avenida Alberto Andaló ou mesmo na avenida Bady Bassitt elevam a noite à máxima potência. Os políticos elegeram a seleta cozinhas das churrascarias e restaurantes como um dos "melhores". Nem mesmo os 'nativos' deixam de se renderem à tamanha arte da culinária caipira/RP.

Os empresários somam valores com as esposas ao dizerem que um jantar à luz de velas e lustres também fazem a cabeça de muitos entusiastas da gastrônomia, ou melhor dizendo, o bolso. Por que um vinho do bom não sairá por menos de R$ 223.00 alí no centro. Todos se dizem espertos e que conhecem todos os paladares da orla blackriverística.

Tal pujança se deve ao fato, por exemplo de alguns grandes monstros do gênero ainda permaneceram no local há 20 anos. É tempo que não acaba mais. Nossa cidade tem um porte maravilhoso para essa praia. Aliás, se não tem mar vamos para o bar. Muitos empresários levaram ao pé da letra tal ensinamento e se no mínimo um novo boteco não estreiar no mês, quer dizer que a crise enfim chegou.

O interessante nessas idas e vindas é que para não serem lembrados, fotografados ou vistos, tais pessoas se esvaem de certos ardizes. Uns fecham lugares VIPs, outros põe uma roupa mais diferente do que é usada habitualmente e a lista continua. Se você conhece, não é dificil descobri-los. Veremos em breve, com direito a tarja no rosto.

Tem boate pra todo o tipo de grupo. Tem os que gostam de uma farra mas nem tanto. Tem aqueles que encaram "quarqué trem" sem culpa na consciencia e aqueles que são mais 'homens das cavernas' e se enfunam em bareszinhos/shows.

Enfim, é uma miscelânea de gostos e emoções ao alcance de (quase) todos.

Torrente: 2010 vêm com chuva

O ano mal se instaurou e já fomos bombardeados por chuvas, atoleiros, deslizamentos, mortes trágicas, crimes bárbaros, assaltos cinematográficos. Qualquer um que acompanha os notíciarios pode atestar de que o que eu estou escrevendo não é figura de linguagem ou exagero. Como todos os anos, 2009 abriu os caminhos para tudo isso que está acontecendo hoje, em 2010.

Os anos não se fecham com o balanço dos firmas e indústrias ou com as retrospectivas das mídias. Eles continuam e determinam o que será escrito com o passar dos dias. A mensagem de paz que aliás, é tradicional em tudo quanto é passagem de ano vem com uma dose de lírismo e ostracismo aos tementes e recorrentes erros da sociedade.

Nâo invoco aqui que a sociedade não pode festejar ou se esquecer dos probemas pelo menos na véspera de ano novo. Não, longe disso. Só atento para o fato que a luta perpetua é para agora e sempre. O clima e a natureza já não aguentam mais os abusos que todos os governos da Terra fazem optando por devasta-la ao invés de conserva-la(Vide CO2).

A reunião que levou vários e podersos líderes mundiais até a Fraça no intuito de resolver(tentar) o problema da emissão de gases poluentes no ..., mais parecia uma reunião de amigos, ninguém se preocupou com a natureza. Na verdade, Ela que se exploda. Tudo alí foi-se discutido e nada resolvido. Já diria um descreditado jornalista da Bandeirantes, é uma vergonha.

As chuvas não refrescaram somente as capitais. Cidades pequenas com construções a beira do abandono também contribuiram para fazerem girar os cifrões dos cofres Estaduais e Federais. É uma avalanche de desastres naturais que indiretamente demonstram que chegou a hora de tirarmos o planeta desse anunciável desastre climático.