domingo, 24 de outubro de 2010

Construindo a informação


Nunca na vida me vi sentado numa mesa defronte um computador editando um jornal, ou melhor, todo o jornal. Para muitos isso é algo digno de nota, um baluarte. Para min representa mais uma etapa da vida de alguém que já passou(e ainda tem muito o que passar) pelas milhares facetas do jornalismo. Vejo nessa oportunidade uma forma de expressar-se sem barreiras, um momento ímpar, sem igual de mostrar suas idéias, parâmetros e ideologias usando é claro, todo o conhecimento adquirido em menos de 5 anos de graduação.(no meu caso)


O engraçado de se colocar "do lado de lá" é poder ver com olhos de águia que os que ali estão muitas vezes dificultam o caminho "dos que vem por ai", traduzindo, os estudantes. É um rivalidade efervecente, e diga-se de passagem, simplesmente pelo esporte. Uns mais outros nem tanto, mas a idéia é uma só. Sentado no "banquinho" posso enxergar longe, bem longe, você toma o poder das coisas e crê que as coisas dependem de você. Observos meus companheiros de profissão no mesmo posto e logo penso: O que o fez chegar até ali? Como ele se preparou para estar ali?..., respondendo perguntas como essas podem te ajudar a compreender as atitudes daqueles que foram colocados como "chefes". Aliás, existe "chefe" e "dono". Duas coisas bem diferentes. Um é passageiro e o outro é vitalício. Pense nisso.


Sentado no banquinho, nesse caso de editor fechador de um jornal com 20 paáginas, você imagina que mais de 10 mil pessoas verão aquilo que for escrito. Pode ser o jornal que for. Tenho a primazia de não errar, custe o que custar. Leva tempo, leva paciência, mas pra min é visto com bons olhos.


Creio que as coisas são encaminhadas conforme a necessidade. Minha necessidade era aprender isso. Já aprendi, minha vida profissional se estagnou novamente. Tá na hora de buscar coisas novas, desafios, palavras, pessoas, idéias, filosofias...agregando valores.


É assim que encaro as coisas.


Um forte abraço. Fiquem com Deus.

domingo, 3 de outubro de 2010

O dia 'D'

Na presidência, no senado, no governo, na assembléia legislativa, na minha vida; hoje, deveras, é o DIA D.
Os rumos do país serão decididos hoje. Isso tem um saber especial para mim. Minha volta(...) depende de um certo governador do centro-oeste do Brasil. Ele vencendo eu venço junto.

VOTO

Acordei às nove, tomei o café da manhã(breakfast) e fui votar neste domingo. Na seção, havia somente uma pessoa, mas, de repente um senhor de 70 anos que estava atrás, bem atrás na fila pegou 'nitro' e passou na minha frente. Com um ar de senhor gente fina, ele estava meio tímido, trazia os braços rente ao tórax e gesticulava muito com a cabeça. "O senhor pode assinar aqui", disse o mesário. Foi aí que eu entendi - "É que eu não sei escrever", disse mostrando as mãos trêmulas (mal de parkinson). Rapidamente, o mesário sacou um borrão de tinta na qual o homem pôde por o 'dedão' da mão direita e colar no papel.
Bom, tudo pronto vamos votar. Não contei nem um minuto...o homem já havia terminado dizendo - "Escuta, como é que vota para presidente aqui?" - "O senhor tem que primeiro..." - "É que eu só quero votar para presidente!", interpelou o vovô. Esse diálogo se estendeu precisando da intervenção do presidente da seção para acalmar os ânimos. O idoso esbravejava dizendo que 'não era bobo' e ironizava, "agora eu vou ter que votar no candidato que vocês querem?".
Óra, passados 10 minutos depois, o homem sai da sala contente, mas, criticando os funcionários à serviço da democracia que estavam ali para ajudar e ainda tem que ouvir desaforos desses.
Qual foi o valor do voto desse senhor, do meu, ou do seu? Uns se entregam à ele, outros fazem por obrigação, há aqueles ainda que descartam o voto sem compromisso algum. Capscioso.

BOM DIA, CATANDUVA

Mas olha que trabalhar é um regozijo para qualquer pessoa. Edifica, enobrece, e além de tudo enriquece(não é o meu caso). Mas pagar para trabalhar são outros quinhentos completamente diferente. Comecei essa semana no Bom Dia. O jornal é pequeno, tem deficiencias, está viciado em problemas típicos de jornais bairristas, isso eu já vi,vivi e passei por isso.
Eles querem mudar de prédio, um maior mais amplo pra ficar com cara de jornal mesmo. Isso é bom, denota votade de mudar, mas não é só o fator físico que conta. A cidade é pequena e daí não adianta 'acelerar' ninguém, o sujeito que deve se adequar aos entraves da cidade e não o contrário.
É aquela situação em que o jornal vai continuar sempre daquele jeito, os que permanecerem também, mas, eu sou apenas mais um que repousa momentaneamente por ali, por isso, 'nada de apavoro' em querer fazer no jornal uma "revolução editorial".
Uma semana de BD e pude ver o quão evoluido eu estou, seja no texto ou no trato às pessoas, na apuração e nas fontes. Fiquei feliz com isso.
"Vai lá treinar o texto" dizia um amigo meu. Como já dito, o Dia 'D' está aí, espero poder vê-lo brilhar para todo mundo nesta semana.(PS: menor pra Dilma) #momentocrítica

Avante Brasil!
See ya guys.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

TV RECORD-MT ou JORNAL BOM DIA?

Já diziam os mais antigos, "o jornalista é quem faz seu destino". Exemplos desses temos Fernando Daguano, Julio Cezar Garcia, Wellington Valsechi, Adib Muanis, Daniel Morales, Mariza Amorim e tantos outros que avaliavam os 'prós e contras' dos lugares de trabalho e iam.
Essa temática eterna hoje se ve infiltrada na minha vida. Jornalista recém formado, fico entre ir para longe de casa, fora do meu Estado ou permanecer no radar da família e trabalhar às margens da saia da mamãe.

Óra, pra quem já tomou o chá da liberdade, voltar atrás soua como um retrocesso.
Aconteceu nessa segunda-feira que em meio à contratação da TV Record do Mato Grosso, o jornal Bom Dia do grupo do meu antigo patrão(TRAFFIC) me fez um convite de trabalhar lá. O jornal vai passar por mudanças na editoração e pretende deixar finalmente de lado a mudança na reportagem. Acho óbvia e oportuna essa chance. De acompanhar a mudança 'fisíca' do jornal e consequentemente jornalística na forma nova de se comunicar. Instigante e vivaz.

Entretanto, tenho uma história, uma jornada e um objetivo a ser concluído. No MT o destino será aliado meu. Vou fazer aquilo para o qual me preparei mais recentemente. Jornalista pode seguir por muitos prismas. Escolhi seguir em TV e logo agora, bem agora surge esse convite.Contudo, tenho a cabeça no lugar e o foco traçado. Fico lisongeado e guardo esse convite no coração. Digamos que minha ida não será a mesma a partir de agora.

Num telefonema você mata isso. Pediram mais tempo. Acho digno, afinal tudo se resume a dinheiro. Já disse que não gosto de "surpresas", "indefinições" e foi bem atrás de resolver isso que consegui. Jogo limpo com os outros, espero o mesmo em troca. Compliquei demais minha vidinha e percebi(com o bom e velho tempo) que dizendo a verdade o que poderia se transformar em 3,4 problemas vira apenas 1 e dos bem pequenos.

O final dessa novela nós conferimos em outubro. Até lá.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

A Virada Finale

Para ler este texto peço que você leia os dois post anteriores.

Versão brasileira, Herbert Ri...bom como não temos tempo para isso vamos ao que interessa.

A TV RECORD de Marcelândia, no interior do Estado do Mato Grosso precisava de um repórter/apresentador. O emprego é bom, a cidade é boa. A novidade é nítida.

"22. Ele disse então aos seusdiscipulos: Por causa disso eu vos digo: Deixai de estar ansiosos pelas vossas almas, quanto ao que haveis de comer, ou pelos vossos corpos, quanto a que haveis de vestir. 23. Pois a minha alma vale mais do que o alimento e o corpo mais do que o vestuário." "31. Não obstante, buscai continuamente o seu reino, e estas coisas vos serão acrescentadas".


Lucas 12:22-23, 31

Fé gente. Fui!!!

A virada 2

Para entender este post peço que leia o texto anterior(abaixo).

Contando tudo isso é claro que a vida de qualquer um ficaria interessante. Mas no mundo real as coisas são bem mais difíceis e doídas que aqui no texto.

Óra, passou-se uma semana e a minha resposta não vinha. Era promessa sobre promessa. Aliás, isso é uma coisa que fode(com o perdão da palavra) qualquer um mas deixemos de lá por hora.
Aproximadamente 40 dias se passaram e ninguém havia me retornado nenhuma resposta que me satisfaria à essa altura(ou seja, qualquer resposta menos o 'a gente te liga'. Podia ser até um "NÂO!")

Foi aí que tomei uma decisão: dar o cheque-mata. "Ou dá-ou-desce", "ô, agiliza logo porra!", "ôw, pára-de-me-enrolar-cacete!". Bom, vocês entenderam....
E também sem sucesso, não responderam nem que yes nem que never.
A angústia fez morada outra vez, mas eu ainda tinha a última cartada.

Como que no melhor estilo "La mano de Dios" de el Maradona um sopro do norte do Estado me garantia morada e emprego via fone. Era a gota d´água que eu esperava. Peguei minhas coisas e dei tchau para a "cidade verde" desembarcando dois dias depois na "terra de oportunidades" no interior do Estado de São Paulo.

Mas o que estará por vir?

A virada

"A vida às vezes prepara umas coisas pra gente que você não acredita, né?", com um sorisso no rosto foram essas as palavras de meu amigo. Eu diria que ela(a vida) aprontou duas vezes comigo.

Lá estava eu naquela noite de quinta-feira depois de beber meia dúzia de BOHEMIA long-neck. Um dia normal, com pessoas normais. O termômetro assinalava 39º graus.

Estávamos eu mais um amigo. Eu estava lá a poucas horas desanimado por ter visitado tudo quanto é lugar e não ter encontrado o tão falado e sonhado por quem está na fila do INSS, JOB. A cerveja não descia, os olhares das pessoas me incomodavam. Eu queria ir embora de lá, contudo, algo me deu fôlego para prosseguir naquela jornada por mais alguns dias.

Naquela mesma noite, depois da saraivada de cerveja nos ofertamos um salgado mequetrefe de presunto e queijo e uma COKE pra dar aquela rebatida.
Eu aguardava o retorno de vários lugares, um deles era a FOLHA DO ESTADO de Cuiabá. Havia conversado com o Editor Luisão e esperava ele me ligar.
Sucedeu-se então que naquele momento ele apareceu na loja de conveniência do posto e o meu olho repousou sobre ele. Ao me ver o editor estendeu o braço direito e me cumprimentou. Eu ao que elevei o salgado à boca estava surpreso vendo aquela cena. Exitei um pouco e fiz um comentário explicando quem foi aquele homem que me cumprimentou pelo nome dizendo. - "Opa, e aí Alison?" - eu sorri e pensei, - "Agora o quê que eu vou falar?".
Fiquei ali comendo normalmente o dito bolor de massa e presento e queijo quando o homem ao sair da loja me chama novamente e admoesta. - "Ô Alisôn, amanhã você liga lá", referindo-se ao jornal.

Esse foi o 'gás' que eu precisava para sair daquele estado de 'morto' para 'vivo'(de 0 a 100) novamente. Pensei em provisão divina. Numa cidade com mais de 400 mil habitantes duas pessoas se encontrarem nessas condições é digno de notoriedade.

Enfim, contudo, no dia seguinte a resposta não veio e acabou virando nada aquele encontro. Mais uma promessa vazia.

Mas uma semana depois eu descobriria que não era essa a única peça naquele safári.


A surpresa(melhor) estava por vir a mais de 800 km de distância. Era do interior.

Acompanhe.

Números de uma empreitada de vida

De 17 de Julho a 11 de Setembro de 2010 - Foram 57 dias, R$1.000 reais investidos, mais de dois mil quilômetros percorridos nas nuvens e muito suor depreendido; pra simplificar tudo. Do clima úmido e agradável daqui de Rio Preto na casa de meus pais é que você se dá conta do quão maravilhoso é o simples "ar". Se desse para comprar, acredito que os gran finos de Mato Grosso já teriam mexidos seus pauzinhos a fim de importar isso dos Estados vizinhos e com certeza, uma 'guerra pelo ar' já teria se instaurado. Mas essa é uma prosa pra outro post. (pensamentos futuristas)

Digo isso para dramatizar a "gravidade" da situação por lá. Mas isso aos olhos de um ainda rio-pretense por destino e paulista por naturalidade. Quem mora por lá tá pouco se lixando com o que pensam nós paulistas e tudo o mais.

Acontece que 'a vida é uma caixinha de surpresas' já dizia um humorísta que você certamente deve lembrar. A minha estadia lá foi duradoura e empolgante do início ao fim. Aprendi com aquele povo ao lidar com as pessoas, no cuidar de uma casa sozinho, ao pagar as contas, na solidariedade e na malandragem também por que não? Andando, na maioria das vezes, com pouco mais de 10 cruzeiros no bolso só para pegar a condução do ônibus muitas vezes me vi encurralado se comia uma esfiha e voltava à pé ou engolia a fome mas voltava pra casa "um pouco menos todo molhado de suor". Mas isso e outros muitos percalços aos quais passei nada se compara com o aprendizado vivído.
Na ida deixei claro que meu objetivo maior era profissional, mas contava também com a bagagem pessoal que eu conseguiria nesses dias. Foi fantástico. Especial pra min. Agradeço muito a Deus por prover o nessessário para que minha família pudesse me ofertar esse "mundo distante e novo", coisa que nem eles puderam ver.

Tenho que agradecer também ao meu amigo e parceiro de todas as horas, André. Assim, sem sobrenome, por que o mundo inteiro sabem quem ele é. Mais que um irmão ele foi o cara que segurou a barra na hora que precisava(e dava). Passamos bons tempos ali naquela cidade.

O futuro à Deus pertece e eu fiz de tudo para auxilia-lo(apesar Dele não precisar) a pensar naquilo que eu escolhi pra min. Bom, como minha mãe acabou de dizer. "Estas letras vão me fazer rir de alegria ou chorar de contentamento amanhã".

Fico com a primeira opção, obviamente.

See you folks.

sábado, 4 de setembro de 2010

Juventude vs Tempo

Eu e o jornalista da Tv Record André Barros desde a faculdade temos em mente escrever um livro. Você não imagina sobre o que é(?), graças a "pouca" experiência vivída em jornalismo até aqui. No entanto nossa gana está relacionada ao empregador/empregado. Essa relação nada equilibrada gerou uma ânsia em nós de escrevermos o que de fato acontece, ao passo que pessoas com várias milhas de jornalismo nem lembram mais essas dessas primeiras impressões.

Você que é mais maduro já teve seu tempo de se estribuchar em ônibus, andar à pé sob sol forte kms e kms de distância, esquecer algo importante na hora em que precisa dele ou viver apertado e ver que o dinheiro acabou. É triste, mas você já passou por isso e sabe que esse é o caminho para o sucesso. Meu pai por exemplo, se formou em direto em Araraquara com muito sacrifício. Fez diversos empréstimos e sofreu muito também mesmo após ter seu emprego. Hoje ele não lembra de nada disso pois tudo valeu a pena.

As pessoas se esquecem por onde passaram, tem um repentino lapso ou talvez ainda não querem lembrar constantemente de onde vieram. Muitos esnobam os outros e depois se você for procurar, a vida dele foi tão sofrida quanto a sua.
Enfim, nosso intuito aqui não é fazer um texto de auto-ajuda ou um sermão. Voltemos ao jornalismo.

O empregador não se dá conta da urgência que o jovem precisa desse emprego. O 'tempo' que está a favor dele hoje, como dizem,rapidamente se esvaece. O desgaste ao longo desses dias procurando emprego é prejudicial para qualquer um. O governo precisa implantar leis que dão reforço para o empregador contratar jovens, em sua maioria, em cargos irrelevantes para que assim atinjam a cota imposta pelo governo. Isso na prática desprestigia aquele rapaz que 'está louco' pra trabalhar e se empenhou muito pra isso. É fato que muitos não 'separam o joio do trigo'.

Nesses meses em Cuiabá percorri mais da metade dos veículos de mídia da capital: Olhar direto, Midia News, Jornal A Gazeta, Tv Assembléia, Tv Record, Tv Centro América, Tv Rondon SBT, Rede Tv, Tv Band, Diário de Cuiabá, Rdnews, 24horasnews, Tv Universitária, Tv Brasil, Rdmnews, Correio de Cuiabá; todos estes sem uma eventual e duradoura esperança de contratação até que numa investida sem qualquer pretensão no Jornal Folha do Estado senti algo interessante.
Depois de um chá-de-cadeira de uma hora já me via saindo daquele lugar amaldiçoando todos. Porém, fui maravilhosamente atendido pela editora que justificando o chá disse que 'o dia estava corrido'. Numa conversa de 20 minutos ela depois já me apresentava para a equipe de editores. A editora me apresentava, e, minhas habilidades dizindo que me ligaria se alguma oportunidade aparecesse quando o abençoado editor politiquero dispara falando que "vai precisar de um repórter para política". Era a brecha que faltava pra tudo dar certo. Ele lembrou a editora adjunta que iria precisar de mais um jornalista na editoria para cobrir o período eleitoral.
A editora não se fez de rogada e já tratou de me convidar para uns três dias de testes. Eu topei e foi aí que tudo começou.

Outrossim, o que de mais interessante se tira dessa parábola. A necessidade de sempre estar 'na mira' dos que possam te contratar. O dia-a-dia acaba engolindo as pessoas e numa eventual oferta de emprego se o seu nome não estiver nítido na memória tudo passa em branco.
É isso que o eventual livro vai contar. Técnicas de tornar-se visível para o mercado de trabalho; e diga-se de passagem, não há nenhuma fórmula consistente ou mítica. Trata-se apenas de 'se mostrar'.

Unir o tempo com a juventude e não mostrar só a juventude fechada.

Enfim, até lá e um bom final de semana prolongado por que o meu tá um lixo nesse calor.
Abraços.

sábado, 28 de agosto de 2010

Essa vai para os fumantes

Não sou fumante mas comecei a fumar há 4 anos. Controvérso né? Pois bem.

No Estado de São Paulo o seo José Serra, atual candidato à presidência pela legenda do PSDB teve a brilhante, mas não pioneira, idéia de coibir o trago nos locais cobertos e fechados como restaurantes, pizzarias, boates, na sua casa, na área de lazer das crianças, na zona(!), entre outros. "Nêgo" só pode fumar se for na calçada mais longe possível com multa prevista em lei e detenção caso essa ordem seja desacatada.

Já no Estado do Mato Grosso, o caboclo só não fuma no Palácio dos Paiaguas(equivale ao Palácio do Planalto) por que o Serra não fica lá. Aqui tá liberado geral. Pode fumar no posto da esquina, na porta do banco, igreja, mercearia, tudo.

Eu e meu amigo, fumantes ocasionais há 4 anos, estávamos loucos pra dar uma pitada em algum lugar movimentado para tomar aquela cerveja e embalar naquela prosa. Acendi um cigarro e fomos até o posto de combustíveis mais próximo. Foi quando meu cérebro entrou em choque com a lei(de meu velho Estado) e quase larguei o pito no chão. Depois pensei, pensei e cheguei a conclusão de que aqui tá liberado!

O que no final acabou sendo ruim por que eu já estava quase parando.

Malandro, fica ai que eu vou te contar uma história sobre as mulheres daqui.

O jornalismo de cuiabá em poucos tópicos

O pensamento

Há aquele mais afobado que pode sair por ai dizendo que "jornalismo é o mesmo em qualquer lugar". Deparei-me com um senhor fotógrafo do Jornal Folha do Estado(MT) outro dia que diante da simples pergunta se a PM ligava para a redação em Cuiabá no caso de uma ocorrência, me alvejou pela resposta que abriu o texto.
Sem sombra de dúvidas tive que contar que há mais diferenças em relação ao jornalismo de um Estado para o outro do que há entre os "céus e a terra". Por se tratar de locais com perspectivas tais quais população, problemas, política, economia e principalmente cultura diferentes, o simples fato da mudança de Estado acarreta também muita mudança no jornalismo dentre outras coisas. Percebi inúmeras em visitas às redações cuiabanas de que o número de jornalistas que não são de MT é notável e o curioso é que normalmente estão aglutinados nos cargos de chefia.


Da redação


Muita gente pode conhecer esse singelo "Da Redação" como um jornalista sem diploma que ainda não tem direto de escrever no jornal e assinar o nome. Bom, pra começo de conversa não existe mais diploma e depois, o estagiário que escreveu isso já deve saber bem mais de que alguém que não é jornalista. Em outras regiões, esse 'singelo' nome se refere ao próprio jornalista que não sei por que cargas d´água coloca no 'abre' da página sua assinatura e nas demais matérias 'Da Redação'.
Mais uma pergunta sem explicação nos meandros do jornalismo cuiabano.


Pauta


Esse tópico entra também as redações de TV que subitamente sobem pautas, tiram, derrubam e tudo o mais sem um padrão pré-estabelecido(ou pelo menos não é o mesmo do interior de SP). Você deve ter ficado certamente estarrecido ao ouvir isto. Mas, eu explico.
O repórter às sete da manhã vai as ruas com três pautas na mão, uma de esporte, outra de economia e uma pra fechar com chave de ouro de cidades. Nenhuma delas é recomendada pelo diretor de jornalismo e tampouco é carta branca da empresa, ou seja, jába. Tá ok. O camarado começa com esporte, termina rapidinho. Passa pela economia num pancha de um edifício empresarial, demora um pouco, mas, não muito e corre pra próxima quando bem na hora de fazer a de cidades(falta de água no bairro do zé), surge uma ocorrência polícial.
Naturalmente que eles correm pra lá. O caso é grave e tem notícias de várias vítimas. Esse seria o normal.
O impensado é ver que nessa última matéria fria(congelada), o superior do caboclo não deixa o repórter que em bom tom, se deu ao luxo de fazer o trabalho do produtor na rua e avisá-lo; fazer a dita reportagem. Fica com um: "Só da uma pincelada".
Conclusão, o ritmo alucinado com 'pouca coisa' nas redações interioranas do Estado de SP, aqui, se tratando de uma capital, não é visto. O fato é a notícia pega NA HORA. Para isso existem equipes direto nas ruas. Gastando muita granda em combustível. Principalmente para o jornal policial que passa às 11 horas do horário de Cuiabá e 12 horas no horário de Brasilia. Depois, não tem 'suíte' e muito menos um 'reap' do caso(no dia seguinte).
Ele(o fato) vai se atualizando a medida que as coisas vão acontecendo. Em outras palavras, o produtor não procura saber incisivamente o que está acontecendo.
No impresso é normal até por que a TV dá o grito e o jornal dá o "fecha da matéria".

Faculdades


Em conversa informal com jornalistas mato-grossenses, há na cartilha escolar universitária de que o jornalista deve ser mais do que um colhedor de informações. Ele tem que ser opinador e justificar os anseios da população. Não há imparcialidade por aqui.
Todos os comentários são destinados aos seus respectivos receptores de acordo com o 'timão' que lhes foi dado, só muda o "tempero" ou o "tom da voz".
Postura fatalmente contestada em algumas redações. Em jornalismo existem duas verdades, pois existem dois lados. Alguns especialistas na área afirmam ter três verdades sobre o mesmo fato. O do acusado, do réu e da testemunha. Ao meu ver, para isso que existem as curtinhas, elas tem esse papel de apimentar. Não a matéria toda.

A imprensa palpitando sobre os rumos da política, por exemplo, obrigam os diginíssimos parlamentares a se explicarem ao povo constantemente e se manterem impolútos no cargo ao qual ocupam. Concordemente o terceiro lado, o da Testemunha não nescessariamente presente em todos os casos opta por duas vertentes: a de falar ou a de se manter neutro.
Um exemplo disse se mostra quando o filho de um poderoso dono de empresa de comunicação se envolve em um escândalo de estupro, drogas e agressão. A empresa do pai do rapaz nada diz, o crime não é de conhecimento de todos e a imagem/credibilidade da impresa é posta à prova sobre esse tocante. Na mesma hora, a concorrente da empresa dá o caso em manchete. A concorrente foi neste caso a Testemunha, o terceiro prisma do mesmo caso.
O que se nota em tudo isso. Imprensa opinativa pode facilmente virar empresa parcialista.

Medo

Fico pensando como os alunos do curso de comunicação devem se sentir ao ouvir e conhecer isso na prática. O governador do Estado mantem relação estreita com um jornal da capital. Ele literalmente leva o piano nas costas. Eles são proibidos de falar mal do 'patrão' estatal.
Isso me leva a pensar numa constante que me disseram em relação a jornalistas que de manhã servem e zelam pelo sério, certo e indubitável e a tarde rasgam elogios e sorrisos no melhor estilo "papagaio de pirata" a políticos.

Jornada Dupla

E por falar nisso, observe a minuta seguinte: o cara trabalha na tv pela manhã, escreve sobre o político tal a tarde e é assessor da prefeitura no horário vago.
Jornalismo paga-se mal. Tem dessas coisas. E quem paga bem quer exclusividade(GLOBO, por isso é GLOBO). Quem não paga bem não quer saber o que seu funcionário está fazendo contanto que não atrapalhe o andamento da empresa. Brecha fácil para usar do poder da mídia em usufruto próprio.
Não digo que todos fazem isso sendo que várias pessoas e sociedades vivem assim, mas que num momento ou outro isso pode acontecer. Isso é real e assustador.

Hasta la victoria muchachos!

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Critíca:candidatos

A vida do TRE está cada dia mais.....engraçada. Vivemos num mundo onde as idéias são cada dia mais férteis e recorrentes. Todo mundo cria, recopia, inaugura, recria. Somos um emaranhado de mentes pensantes em ebuçição. A sociedade vem se refazendo dos tempos antecedentes à internet. Aliás, dizer que a internet não existia a alguns anos atrás é retroceder e se perder no passado. Praticamente ninguém mais lembra disso. É como se o www tivesse implícito em cada carta, pombo-correio, telefonema, e qualquer outro meio de comunicação do "velho século". É inerente que somos produtos do meio em que vivemos.

E sobre isso, vamos pegar por meio a política. Esta é sem dúvida uma forma de sobrevivencia de muitas pessoas. Digo humildemente 'muitas' no âmbito nacional aos quais muitos vereadores, deputados, senadores ganham seu salário de uma função que originou-se desde a POLIS a fim de "ajudar a população". Em outras palavras, o camarada(a) ganhar para fazer o bem a ele mesmo sendo que o sustento dele é pago por ele mesmo não era o objetivo primário do ser-representante da cidade, compreende? Não?!

Veja por esse ângulo, um cidadão comum que em meio a tanto alarde de companheiros de partido ao qual ele é filiado e dos vizinhos que acham ele uma "gracinha, boa pessoa, um homem de bem, um cara simpático" que até daria pra ser vereador; esses são os que imaginam que a Câmara dos Vereadores é apenas um clube social onde caras bacanas demonstram seu afeto pelo povão.
O que torna mais engraçado como adiantado no começo do texto é que a cada ano que passa o banal leviano e engraçado vira regra de base para se tornar um candidado com chances reais de eleição a fim de quiçá valer-se de uma cadeira no pleito.

Não há um consenso, um meio-termo nessa questão. O tio da pizzaria, o meu vizinho cachaceiro, a barangua safada da minha vizinha da porta da frente e o nazista do carteiro podem se tornar homens(a) de frente, leia-se gente que defenderá(em tese) os nossos interesses no município(câmara). O TRE libera quem quer que seja salvo os mínimos requisitos básicos. Bom, ensino fundamental não é um deles. Particularmente e agora ainda mais com a determinação de um juiz de SP que decidiu a favor do acusado, Tiririca(PR), sobre uma denúncia feita por um candidato tucano de que a propaganda eleitoral do "abestado" denegria o cargo eletivo. O juiz julgou procedente os argumentos do Tiririca por que ele não cometia nenhum crime eleitoral grave, como é o caso de uma agressão verbal ou falsa acusação.

O candidato a deputado federal, Tiririca, zomba da Justiça brasileira em seu programa televisivo, da inteligência do munícipe e da liberdade de expressão que este país tanto lhe confere. O juiz citado concedeu total liberdade de continuar falando que "não sabe o que um deputado faz, que vai ajudar a todos inclusive a família dele"; tudo isso embalado por um ar irônico e satírico do próprio personagem. A carta do excelentissimo juiz finaliza enfatizando que o cidadão analfabeto, por exemplo, padece de representantes "a sua altura" no plenário e que a iniciativa do Tiririca vêm de encontro com os anseios desta classe de pessoas. Tudo certo, tudo bom não fosse o problema que isso certamente acarretaria a seguir.

O candidato, como a própria propaganda do governo federal ilustra tem que ter bons antecedentes, experiência, e qualificação para ocupar o cargo como qualquer outro serviço. Na prática o BRASIL, digo, o futuro de mais de cento e cinquenta milhôes de pessoas estará à cargo de uma pessoa dessa grandeza. Democracia é bom, mas, esse oba-oba escrachado é uma afronta a qualquer Estado.

O "país do carnaval" também deve ter limites. Nosso povo é tenramente sedento por inspiração, por caminhos, por liderança, o que acabada também sendo facilmente influenciado. Se colocarem no ar um senhorzinho com uma voz estranha, vestimenta diferente de qualquer outra e satirizando todos os seus oponentes inclusive aqueles do mesmo partido a chance dele vencer é muito maior. O "novo" nem tanto preza pela qualidade e sim pelo impacto que causará.

E vou além, o regimento interno da câmara é cheio de brechas e frestas. O candidato mal informado, por exemplo, pode ser engolido pelos demais parlamentares e por conseguinte não fazer diferença alguma durante o pleito.
Antes de "incriminar" esses que debocham da lei, temos que repensar nos que "se dizem exímios analisadores da lei" e que AINDA ASSIM comentem falhas gravísimas. Trocando em miúdos, se os que já estão lá e são "estudiosos" fazem errado imagina os que fazem graça para conseguir votos. É praticamente um trem desgovernado anunciado.

É fato que nós não somos perfeitos e nunca seremos nesse mundo. Ninguém se iguala a Jesus Cristo que veio à Terra e deu seu próprio sangue para pagar o resgate do pecado herdado por Adão e Eva, isso, de fato, é fato.

Mas, insistir em lançar candidaturas de pessoas que usam de personagens/notoriedade para conseguir votos e ainda zombam das pessoas e o pior, são tratados como gente que deseja fazer o bem(só se for a eles mesmos)? É no baixo-médio-menos-mínimo modo, suicídio.

O tempo é o senhor da razão. Mas não podemos ignorar as presentes evidências que nos levam a imaginar sombrias cenas no futuro!
Sou a favor de uma nova lei para que o voto seja realmente secreto, sem pesquisa disso ou daquilo, vereador algum tenha válvula de escape para se aproveitar da ingenuidade/ignorância/desdém de uma parcela brasileira que TEIMA e sempre teimará em queimar seu cartucho com a escolha errada.

Como na frase da primeira estrofe do Hino a Bandeira de Olavo Bilac e Francisco Braga: "Salve lindo pendão da esperança, Salve simbolo augusto da paz!"

Fica aqui a minha crítica.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

O céu não é o limite para a comunicação

Imagine a cena - Você sentado na sua casa (...) conversando com o seu patrão a mais de 2 mil quilômetros de distância. Estranho né? Mas não é impossível. Os mais incrédulos a meio século atrás não poderiam nem cogitar ou vislumbrar de que isso algum dia seria possível, mas, é. Fato isso que quem está na Bolívia pode assistir em tempo real a copa do mundo no conforto de seu lar tomando MID sabor uva e comendo pipoca. Tudo sem mover um dedo...aliás, tudo isso movendo apenas um dedo! A Televisão virou também a FOTO visão, A WEBCAM visão, o CELULAR visão. Mas isso não segredo pra ninguém.

Eu estou entrando aos poucos nessa seara. Antes de viajar mais de mil e cem quilômetros de casa eu não sabia como seria feita a comunicação com minha familia. Imaginava que seria regrada, só depois da meia noite quando a "facada" das empresas de telefonia são mais rasas. Não nada disso. Meu amigo comunica-se com a mão dele que está a mais de dois mil e cem quilômetros de Cuiabá por meio do notebook dele via MSN. Eu vendo aquilo comecei a me alegrar mas me ocorreu que eu não tenho conexão descente nem webcam em casa. Tratei de mandar meu irmão comprar os tais equipamentos.
Realmente a tão falada tecnologia se mostrou oportuna para nós. Ricos e pobres usufrem dessa modernidade non futil dos dias atuais. Ainda não usaram ela para o mal, mas essa é prosa para outro café.
Enfim, todavia, hoje isola-se quem quer.

MT por um caipira do interior paulista

A cidade é um deslumbre, completamente desenvolvida, cheia de ruas, avenidas e pontes que em meio a toda cidade, lembra de certa forma o rodoanel só que dentro da cidade(AVENIDA MIGUEL SUTIL). As ruas são bem largas e detalhe, não existe semáforo por aqui. Motivo esse de muitas mortes no trânsito. Não é coisa de outro mundo ver o carro de determinado veículo de imprensa dirigir a 120 km por hora numa avenida no coração da cidade queimando todos os semáforo bem na hora do almoço. Conclusão, se o seu carro não amassou é só uma questão de tempo.
Alvo de críticas da imprensa, as ruas alem de largas também são sujas e ficam intransponíveis, pelo menos para os que carregam uma bronquite asmática no peito. Toda noite a prefeitura designa um caminhão pipa pra "lavar" as vias mais cheias de poeira. Na prática, não ajuda em nada num ambiente em que 24 graus é considerado FRIO. Conclusão, molhou secou. Simples assim.

Todos vem(no sentido de enxergar) o paulista como um cara "super high": cheio de idéias, letrado, sabichão, descolado... Porém, não perguntam e você só deve falar de você ou da cidade de onde veio caso questionem. Esse é o segredo da boa convivência ou pelo menos do não atrito.
Certo amigo me avisou: "Não fale como era lá. Não faça comparações. Eles(cuiabanos) talvez possam se sentir menosprezados". Pedido atendido com graça por min. Me perguntei por que poderiam sentir-se assim, mas depois pensei mais um pouco e me coloquei no lugar deles se um AMERICANO viesse aqui e começasse a comparar SP com NEW YORK. O que você faria??!
A vida do povo aqui é igual ao do interior de SP. Tem moleza, tem muito trabalho e também há injustiça. Como o povo aqui é mesclado com índios, naturalmente que existe essa miscigenação.
Eu explico. A mulherada aqui é bem forte, digo forte mesmo. Opinião "top of mind" entre os que não são daqui. As costas e o quadril delas são mais largos até mesmo nas mais "fininhas". Já os marmanjos, ou boa parte deles são "queimadinhos" devido à exposição ao sol no alto de seus (normais) 38 graus celsius.
Tem fartura na mesa. A cidade gira em torno de todo tipo de cultura imagináveis. É praça de indústrias de ponta que tem que passar por aqui até chegarem no seu destino. Por essas e outras que Cuiabá é uma cidade generosa e apaixonante.

Como não trouxe ainda meu carro, estou voltando aos tempos de universitário quando andava a pé por horas a fio até chegar no meu destino. E olha que quando digo "horas a fio" não é figura de linguagem: "Não confie no 'ali' do cuiabano", me advertiu uma pessoa. É tudo muito longe, quando você precisa fazer alguma coisa e é PERTO(de SÃO PAULO) no mínimo você vai gastar uns 35 a 40 minutos à pé. Não se esqueça. Debaixo de muito sol e atravessando ruas largas na selva que é o trãnsito daqui. Problema atenuado pelo sistema de ônibus ou no complicado Transporte Coletivo(SALVE SANTA LUZIA). Aqui eu não tenho a menor idéia de quem é que manda. Não existe terminal rodoviário. O equivalente seria o centro da cidade. Todas as linhas com excessão das linhas bairristas passam pelo centro numa praça que eu ainda não gravei o nome. São vários pontos de ônibus onde as pessoas(centenas delas) se aglomeram em busca de um tetozinho de sombra. Sorte a nossa que atrás do ponto nessa praça há algumas árvores antigas que fazem sombra a vontade. Mas não fique muito a vontade senão você perde o ônibus. E por falar em ônibus, a única coisa que interessa depois de eu contar tudo isso se resume ao importante e imprescindível fato de que TODOS os ônibus possuem ar-condicionado ligado 24 horas por dia.(CHUPA SANTA LUZIA) Eu quase tive um choque térmico quando pisei o primeiro degrau do coletivo. Foi um misto de euforia, espanto, catarse e outras mazelas mais.
Enfim, portanto, é que MT é cidade boa demais da conta sô. E vem muitas outras histórias por aí. Até mais. Fui

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

'Carteira azul' na mão e um problema

Procurar emprego é uma arte. Alguns fazem longos cultos, fazendo orações, pedindo benção, jogando cartas ou simplesmente levantando da cama “com o pé direito”. É um desafio até ouvir o tão batalhado “contratado”. Bom, por parte do contratante você nunca vai ouvir um “N Ã O” com todas as letras. Elas vêm disfarçadas por’ passa aqui amanhã’, ‘semana que vem’ ou o pior de todos, “qualquer coisa, a gente liga pra você”.

Há aqueles que têm medo de sair para garantir um trabalho e... conseguir! A corda só fica tensa depois de uns seis meses pros que não sofrem de hipertensão, porque do contrário tem gente que fica louca com a “paradeira”. O importante é aproveitar o tempo de folga bem. Relaxar de certa forma, manter o peso do corpo não exagerando na alimentação ou em qualquer outro tipo de
atividade que comprometa o seu metabolismo.

Tem gente que fica ansioso, começa a roer as unhas, bebe demais, briga com todo mundo. Distribuir currículos não uma tarefa fácil. É preciso empenho, dedicação e fé na sola do sapato para caminhar vários quilômetros. Ah, se você tem carro, gastar o combustível que fará falto amanhã, ônibus, o passe da volta pode faltar ou de trem, bom, isso se você chegar no horário. Confiança e cabeça erguida são fundamentais por que todo o conhecimento adquirido estes anos que você trabalhou não vai ser apagado, então faça a sua parte e deixa que o Criador lá em cima faça a Dele.

Até quando sociedade?

A busca por sucesso hoje é incansável. Muitas pessoas se de um ano para o outro não pensarem isso, pedem o equivalente. Carro novo, casa nova, dinheiro, fama, bens materiais. Eu me incluo nessa.
O socialismo capitalista e nossa condição cada vez mais instável devido às crises financeiras nos levam a este triste habito que já é corriqueiro. Em longo prazo o que se nota é que nossos netos, filhos e demais da grande árvore genealógica sofrerão do “mal do capital”. E por si só, a segregação é inevitável. Pessoas com um salário mínimo ou mesmo os “submarinos”, trabalhadores autônomos que mês por outro passam um sufoco danado na matemática do “hoje tenho muito amanhã tenho pouco” serão vitimas disso.
“É difícil viver assim. Sorte que meus filhos não moram comigo senão seria impossível sobrevivermos; minha namorada, eu e minha filha pequena com pouco mais de R$ 500,00 reais.”, diz um morador classe média da zona leste de Rio Preto. Mas é assim que o Governo e a vida se mostram. O abrupto soprar do vento nas manhãs de segunda a sexta-feira é sem sombra de dúvida um desafio para muitos.
Do mesmo modo, a meu ver, que tentativas para coibir a violência, contra qualquer abuso para com o meio ambiente e para firmar alianças no comércio exterior fracassaram... Devido à sagaz moeda que teima em se mexer dia após dia nas bolsas de valores de todo o mundo. A sociedade ainda não viu o pior.
Sirvo-me de um exemplo que de longe é maravilhoso, contundente, oportuno, poético e paradigmático. Num ano em que mal se iniciou e logo na virada do ano fomos alçados pela catástrofe em Angra dos Reis, oito mortos. Dias depois tivemos outro baque. Dessa vez foi Haiti devastado. “Mostre sua fúria natureza” foi uma das frases que eu ouvi de especialistas e cientistas no assunto. Nos dois casos, a população se prontificou a ajudar as vitimas destes desastres. A urgência foi no Haiti, país pobre que tinha base fixa da Força Aérea Brasileira muito antes dos terremotos foi e está sendo tratado como “prioridade” por autoridades nacionais e internacionais. Mídia, políticos, artistas e todos os que estavam acostumados a olharem apenas para o umbigo se uniram a fim de ajudar a quem mais está precisando.
Infelizmente só há mudança em última instância, quando quase tudo está perdido. Quando perderemos a oportunidade de nos darmos uma chance?

domingo, 10 de janeiro de 2010

Start - The life shows up!


Como me disseram logo no início do estágio. "Você tem que estar pronto para o jogo. Vá lá e entre nele". Você logo se pergunta o que é isso? Por que me fizeram tal questionamento? Como eu faço isso e quem são meus oponentes?


Perguntas muitas vezes difíceis de serem respondidas rapidamente. Eu costumo dizer que em "jornalismo, como em qualquer outra profissão" a coisa é, e, sempre será difícil. Sem querer maximizar os problemas só para os da classe.

Muitos penam para conseguir aquilo que querem e outros nem chegam a conseguir aquilo que desejam. Eu fui um dos que conseguiu aquilo que sempre quis. Porém como todo ser humano, nós temos uma 'síndrome' ou falta de gratidão confesso, de que sempre falta algo e pedimos mais e mais. Hoje analiso meus amigos e colegas que ao longo desses quatro anos de faculdade não conseguiram aquilo que almejaram desde pequenos ou na adolescencia.


Sirvo me de citar o caso de uma amiga de classe que veio de longe estudar e trabalhar em Rio Preto. Ela, por problemas particulares precisou migrar para cá e se virar. Nos primeiros anos de 2009 não conseguiu nada. Apenas portas fechadas. Só reclamava da vida e dizia que se não encontrasse nada aqui voltaria para sua cidade de origem. Não precisou. Ela se deu tão bem que já saiu da faculdade com um contrato assinado. Meus parabéns.


Têm outros exemplos que de longe são uma bela injeção de ânimo. E não digo no sentido triste da coisa. Também não foi fácil conseguir isso, por pequeno que seja.

A vida é separada em fases, quase igual a um jogador de Futebol. Tem horas que você vai por cima e outras que você está por baixo. O que difere uma situação da outra é como você as enfrentará. Não pense no "acomodismo" sempre ressaltando que você nunca enfrentará uma crise turbulenta e drástica por que coisas assim acontecem. Elas dão tempero a vida.


O jogo está aí. Mexer os palitinhos certos, Organizar a estratégia. Não perder o brilho e a alegria jamais e "cantar a beleza de ser um eterno aprendiz". Por que hoje você está assim, quem garante que amanhã você não estará muito melhor?. "Oportunidade dada uma vez, sempre volta, mesmo que de outras formas", de um autor desconhecido.


Salute!

Domingo de sol...


...Adivinha pra onde nós vamos? Aluguei um caminhão, vou levar a familia na praia de Ramos!! do músico e sambista Dicró.


Normalmente se você morasse em um lugar paradisiáco ou pelo menos à beira mar. Essa seria sua canção tema em um Sunday normal. Seria, no interior oeste paulista são mais de 5 milhões de pessoas que se engalfinham em clubes sociais, shoppings center, lohas, bares, postos de combustíveis e afins. No twitter pode se ler comentários maldosos sobre os programas de televisão na TV aberta, sim, Globo, Record, SBT, Rede TV, Rede Vida, Record News, Bandeirantes, todos eles se dividem em três na tentativa de atrair o público. Os "afortunados" que ali se arriscam, vendo tal produto perde uma boa hora de leitura, um bom afago em um parente, valiosos minutos de sabedoria se lesse a Bíblia. Eu sou um desses. A primeira vávula de escape é internet. Depois vem um DVD e assim por diante.


Domingo é pra descansar, jogar bola, colocar o papo em dia. Talvez seja o único dia de folga, moleza de muitos brasileiros. Isso é bom. Esquecer um pouco o dia-a-dia, os problemas. É hora de reunir toda a familia pra não fazerem absolutamente nada. Antes nada hoje do que nunca amanhã. Entenderam?

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

À noite Rio Pretense[1]

Já conversei com policiais na ativa, professores(a), políticos, empresários e claro, jornalistas. Todos tiveram o mesmo tino no quesito BALADA. Sim. São José do Rio Preto é a número um na hora de sair a noite para baladar ou apenas bebericar uma cerveja.

A luz incandescente dos postes luminosos ali na avenida Alberto Andaló ou mesmo na avenida Bady Bassitt elevam a noite à máxima potência. Os políticos elegeram a seleta cozinhas das churrascarias e restaurantes como um dos "melhores". Nem mesmo os 'nativos' deixam de se renderem à tamanha arte da culinária caipira/RP.

Os empresários somam valores com as esposas ao dizerem que um jantar à luz de velas e lustres também fazem a cabeça de muitos entusiastas da gastrônomia, ou melhor dizendo, o bolso. Por que um vinho do bom não sairá por menos de R$ 223.00 alí no centro. Todos se dizem espertos e que conhecem todos os paladares da orla blackriverística.

Tal pujança se deve ao fato, por exemplo de alguns grandes monstros do gênero ainda permaneceram no local há 20 anos. É tempo que não acaba mais. Nossa cidade tem um porte maravilhoso para essa praia. Aliás, se não tem mar vamos para o bar. Muitos empresários levaram ao pé da letra tal ensinamento e se no mínimo um novo boteco não estreiar no mês, quer dizer que a crise enfim chegou.

O interessante nessas idas e vindas é que para não serem lembrados, fotografados ou vistos, tais pessoas se esvaem de certos ardizes. Uns fecham lugares VIPs, outros põe uma roupa mais diferente do que é usada habitualmente e a lista continua. Se você conhece, não é dificil descobri-los. Veremos em breve, com direito a tarja no rosto.

Tem boate pra todo o tipo de grupo. Tem os que gostam de uma farra mas nem tanto. Tem aqueles que encaram "quarqué trem" sem culpa na consciencia e aqueles que são mais 'homens das cavernas' e se enfunam em bareszinhos/shows.

Enfim, é uma miscelânea de gostos e emoções ao alcance de (quase) todos.

Torrente: 2010 vêm com chuva

O ano mal se instaurou e já fomos bombardeados por chuvas, atoleiros, deslizamentos, mortes trágicas, crimes bárbaros, assaltos cinematográficos. Qualquer um que acompanha os notíciarios pode atestar de que o que eu estou escrevendo não é figura de linguagem ou exagero. Como todos os anos, 2009 abriu os caminhos para tudo isso que está acontecendo hoje, em 2010.

Os anos não se fecham com o balanço dos firmas e indústrias ou com as retrospectivas das mídias. Eles continuam e determinam o que será escrito com o passar dos dias. A mensagem de paz que aliás, é tradicional em tudo quanto é passagem de ano vem com uma dose de lírismo e ostracismo aos tementes e recorrentes erros da sociedade.

Nâo invoco aqui que a sociedade não pode festejar ou se esquecer dos probemas pelo menos na véspera de ano novo. Não, longe disso. Só atento para o fato que a luta perpetua é para agora e sempre. O clima e a natureza já não aguentam mais os abusos que todos os governos da Terra fazem optando por devasta-la ao invés de conserva-la(Vide CO2).

A reunião que levou vários e podersos líderes mundiais até a Fraça no intuito de resolver(tentar) o problema da emissão de gases poluentes no ..., mais parecia uma reunião de amigos, ninguém se preocupou com a natureza. Na verdade, Ela que se exploda. Tudo alí foi-se discutido e nada resolvido. Já diria um descreditado jornalista da Bandeirantes, é uma vergonha.

As chuvas não refrescaram somente as capitais. Cidades pequenas com construções a beira do abandono também contribuiram para fazerem girar os cifrões dos cofres Estaduais e Federais. É uma avalanche de desastres naturais que indiretamente demonstram que chegou a hora de tirarmos o planeta desse anunciável desastre climático.